A Catalunha é o principal ponto do islamismo radical no Mediterrâneo, acreditam diplomatas norte-americanos em Madrid.
A forte presença das comunidades paquistanesa e marroquina em Barcelona, e a efervescente actividade de islamistas em localidades como Tarragona, Hospitalet, Badalona e Réus, preocupam os serviços secretos norte-americanos, que fizeram dessas comunidades o principal foco de investigação, apontam telegramas a que o diário “El País” teve acesso através da WikiLeaks.
Barcelona é particularmente acompanhada pelos espiões americanos pela sua influência na região mediterrânica e o seu tráfico com os países do Magreb, escreve ainda o jornal.
Em Outubro de 2007, o Governo norte-americano decidiu mesmo criar uma multi-agência de espionagem na capital catalã para combater o terrorismo islamista e o crime organizado. O centro está operacional desde há dois anos, no consulado de Barcelona, segundo se conclui pelas notas secretas da embaixada dos EUA em Madrid.
“A ameaça [jihadista] na Catalunha é evidente”, referem diplomatas. “Os EUA precisam de saber quem e o quê circula através da zona que vai de Argélia, Tunes, Rabat e o Sul de França. O consulado em Barcelona será a plataforma ideal para a central porque tem espaço suficiente, comunicações seguras e boa localização”, lê-se num dos telegramas a que o “El País” teve acesso.



