EUA admitem pouca margem para negociar sobre presença militar americana no Iraque

22.10.2008 - 17:15 Por AFP
A Casa Branca considera que o projecto de acordo sobre a presença a longo prazo das tropas norte-americanas no Iraque encontra-se numa fase de impasse e que dificilmente sofrerá alterações a não ser de forma marginal.
“Não fechámos a porta mas ela está mais ou menos fechada”, afirmou Dana Perino, porta-voz da Casa Branca, um dia depois do Governo iraquiano ter pedido algumas modificações ao projecto de acordo negociado com os Estados Unidos, que determina a forma como os soldados e os civis norte-americanos vão permanecer no Iraque após 31 de Dezembro de 2008, dia em expira o mandato da ONU, que apoia a coligação internacional em território iraquiano.
Dana Perino admitiu que “qualquer alteração será uma barreira difícil de ultrapassar” para os negociadores norte-americanos nesta questão.
A questão que mais preocupa os Estados Unidos no acordo parece ser a da imunidade que será concedida aos soldados e restante pessoal norte-americano que ficar no Iraque. Muitos membros do Congresso estarão preocupados que o sistema judicial iraquiano possa, ainda que de forma limitada, levar cidadãos americanos perante a Justiça num cenário de guerra e caos.
O primeiro-ministro iraquiano, Nuri al-Maliki já indicou, na semana passada, que a questão da imunidade continua a ser um “problema”, apesar das “enormes concessões” consentidas por Washington, disse. É sabido que o governo iraquiano acredita que actual imunidade dada às tropas e aos civis americanos desautoriza a soberania iraquiana.
O projecto de acordo faz ainda referência a datas para uma retirada das tropas americanas. Algumas fontes próximas do processo já indicaram que a retirada das tropas americanas das bases e cidades iraquianas poderá acontecer já em meados de 2009. Uma retirada total do país poderá acontecer em 2011.

