Organização separatista basca

ETA assume TGV basco como um alvo e reivindica atentados a órgãos de comunicação espanhóis

21.01.2009 - 10:58 Por AFP

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A ETA responsabilizada pela morte de 825 pessoas em 40 anos de luta armada pela independência do País Basco A ETA responsabilizada pela morte de 825 pessoas em 40 anos de luta armada pela independência do País Basco (Vincent West/Reuters (arquivo))
A organização separatista basca ETA confirmou hoje, em comunicado, que os “responsáveis” pelo projecto do TGV basco se tornaram alvos e reivindicou atentados recentes a órgãos de comunicação espanhóis.

Num artigo publicado no jornal “Gara”, habitual canal de reivindicação da ETA, a organização reivindicou três atentados cometidos no final de 2008, especialmente o assassinato de um empresário basco, cuja empresa participa no projecto TGV no País Basco. Ignacio Uria Mendizabal, proprietário da empresa de construção Altuna y Uria, foi baleado a 4 de Dezembro por um comando da ETA.

Os responsáveis por este “projecto destruidor” são um “alvo” para a organização, escreve no jornal. “Vamos enviar um alerta aos engenheiros, técnicos superiores, responsáveis ou dirigentes de empresas que participem nos trabalhos ou que estejam ligados ao projecto para que parem e que seja aberto um debate público como o exige o público”.

“Enquanto este grande projecto destruidor continuar sem debate público, os responsáveis citados e os seus bens serão um alvo para a ETA”, avisou a organização.

A nova linha que deverá ligar as três principais cidades bascas (Bilbau, Saint-Sebastien e Vitória) até 2013 já tinha sido alvo da ETA, quando várias empresas envolvidas sofreram atentados na Primavera de 2008.

No seu comunicado, a ETA reivindicou o atentado com um carro armadilhado contra um edifício onde trabalham vários órgãos de comunicação, entre eles a televisão basca EiTB, em Bilbau. O edifício foi evacuado depois de ter sido dado um alerta. A acção limitou-se a causar danos materiais.

A ETA salienta que esta acção não visou apenas a EiTB mas também a televisão espanhola Antena 3 e a rádio Onda Cero, do grupo editorial Planeta, bem como os jornais “El Mundo” e “Expansion”. O grupo armado justificou este atentado com o facto dos “supostos media” trabalharem ao “serviço do fascismo espanhol” e “do ministro do Interior, qual quer que ele seja”. Estes media espanhóis, “instrumentos para legitimar os ataques contra o nosso povo e favorecer a repressão contra o País Basco, foram alvo da nossa acção e vão continuar a sê-lo”.

Tida como responsável pela morte de 825 pessoas em 40 anos de luta armada pela independência do País Basco, a ETA retomou os atentados em meados de 2007 depois de umas tréguas de 15 meses.

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António Semedo

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