O Museu do Cairo conseguiu recuperar uma valiosa estátua do faraó Akhenaton, roubada durante as pilhagens nas manifestações contra o regime de Hosni Mubarak.
A estátua de calcário, com apenas sete centímetros, foi encontrada num contentor do lixo na praça Tahrir, o principal palco das manifestações. Quem a descobriu foi um adolescente que participava na limpeza da cidade e acabou por levar a estátua para casa. O seu tio, Sabri Abdelrahman, professor da Universidade Americana no Cairo, reconheceu a peça e entregou-a às autoridades, segundo anunciou hoje Zahi Hawass, director do Conselho Supremo de Antiguidades do Egipto.
“A peça em questão é uma das estátuas mais bonitas de Akhenaton e que demonstra bem as qualidades dos artistas egípcios daquela altura”, disse Tarek al-Awadi, director do Museu do Cairo, citado pela FOX News.
Antes de voltar a ser exibida, a estátua vai ser restaurada.
Com a recuperação desta obra de arte, aumenta para quatro o número das peças devolvidas ao museu, duas deixadas no exterior do museu e uma encontrada numa zona de confrontos.
Estatuetas com representações de Tutankhamon, Nefertiti e de um escriba de Amarna, bem como amuletos e estatuetas funerárias encontram-se entre os objectos desaparecidos.
Na quarta-feira, a UNESCO lançou um alerta a todas forças de segurança, agentes de alfândega, vendedores de arte, coleccionadores e populações locais para prestarem atenção às obras que circulam no mercado da arte, evitando a possível venda das obras roubadas.



