Barack Obama decidiu nomear um embaixador para a Síria, cargo que se encontra vago há quatro anos, num claro sinal de reaproximação a Damasco, que tem também por objectivo afastar o país da influência iraniana.
Segundo o "The New York Times", o Departamento de Estado norte-americano informou ontem o embaixador sírio nas Nações Unidas, Imad Moustafa, da decisão de Obama, apesar de não estar ainda escolhida a pessoa que irá ocupar o cargo.
O regresso de um embaixador a Damasco – que ainda não foi oficialmente confirmado pela Casa Branca – é a consequência lógica da vontade manifestada pelo Presidente norte-americano de reaproximação ao regime de Bashar al-Assad, que a anterior Administração quis isolar, acusando-o de patrocinar o terrorismo no Iraque e no Líbano.
“É uma consequência do papel central da Síria num processo de paz abrangente para a região”, explicou ao "NY Times# um responsável da diplomacia americana. “Há muito trabalho a fazer na região e a Síria pode desempenhar um papel. Para tal, ajuda-nos ter uma embaixada com todos os seus funcionários”, acrescentou.
O britânico "The Times" sublinha, por seu lado, que a normalização das relações diplomáticas com a Síria poderá encorajar o país a distanciar-se do Irão e, também com isso, dificultar o tráfico de armas com destino ao movimento xiita libanês, Hezbollah.
Washington aprovou sanções contra a Síria e retirou o seu embaixador em Damasco em 2005, após o assassinato do ex-primeiro-ministro libanês, Rafic Hariri. O ataque foi atribuído aos serviços secretos sírios, então ainda presentes em Beirute.


