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Continuam a surgir suspeitas de novos casos

Estados Unidos têm 65 casos confirmados de gripe suína

28.04.2009 - 17:25 Por Agências

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Está a criar-se um pânico internacional sobre a carne de porco, mas a doença só está a afectar humanos Está a criar-se um pânico internacional sobre a carne de porco, mas a doença só está a afectar humanos (Oleg Popov/REUTERS)
Há 65 casos confirmados de gripe suína nos Estados Unidos, anunciou o Centro de Controlo e Prevenção das Doenças daquele país. O novo total inclui dez casos na Califórnia, 2 no Kansas, 45 em Nova Iorque, um no Ohio e seis no Texas.

O México tem apenas 26 mortes confirmadas devido ao novo tipo da estirpe H1N1, e é o único país onde há mortes, mas é nos EUA que há um maior número de casos. O Canadá tem seis, a Nova Zelândia três e dois no Reino Unido e em Espanha. Mas as suspeitas de possíveis novos casos continuam a suceder-se.

As autoridades de Saúde do estado norte-americano de Indiana dizem ter um caso confirmado, de um jovem adulto. Israel confirmou mais um caso na última hora, e a grande empresa financeira Ernst & Young, em Nova Iorque, diz que uma trabalhadora está doente com o que parece ser gripe suína (ou mexicana, como alguns lhe têm começado a chamar).

No Reino Unido, há dois casos confirmados e dezenas de pessoas que podem ter contraído a infecção: 238 pessoas que ligaram para uma linha de emergência foram referidas para análises, diz o jornal "The Guardian".

Na Áustria, cinco pessoas estão em observação também, por suspeita de infecção pelo novo tipo de vírus H1N1, e no Brasil estão em observação outras 11 pessoas. Os casos suspeitos no Peru, entretanto, não se confirmaram.

Em França, 20 das 107 pessoas que tinham alguns sintomas gripais ao regressarem do México estão ainda sob observação, mas todas com sintomas ligeiros, disse Françoise Weber, directora do Instituto de Vigilância Sanitária, citada pela agência AFP.

Em Israel, o segundo caso é o de um homem de 49 anos, que também esteve há pouco tempo no México. Está no hospital Laniado de Netanya, a norte de Telavive. Uma sobrinha deste homem, com cinco anos, está também em observação neste hospital.

Mas se o surto ou já epidemia desta nova forma de gripe parece continuar a espalhar-se pelo mundo, é possível que, apesar de poder transformar-se numa pandemia, provoque apenas doença moderada, pois só no México morreram pessoas. No entanto, alertou Keiji Fukuda, a gripe espanhola de 1918, que matou entre 20 milhões e 100 milhões de pessoas, também começou de forma moderada, de início sem ser praticamente detectada. “Temos de ter atenção e respeitar o facto de que a gripe move-se de maneiras imprevisíveis”, sublinhou.

Mas se for o vírus causar mesmo uma pandemia, "30 a 40 por cento da população pode ficar infectada nos próximos seis meses", disse à AFP Neil Fergusson, especialista em epidemiologia da gripe do Imperial College de Londres, e consultor da OMS.


Pânico na carne de porco
O pânico por causa da nova estirpe, que é um vírus semelhante ao que costuma infectar os porcos mas que ainda não foi detectado nestes animais, está a fazer com que vários países imponham restrições à importação de carne de porco do México e dos EUA.

Os Estados Unidos estão a tentar travar o corte imposto nas importações de carne de porco americana, feito já pela Rússia, pela China e alguns outros países do continente americano, como o Equador. Estas restrições, disse Ron Kirk, representante para o Comércio dos EUA, “não parecem fundadas em provas científicas e podem provocar sérias perturbações comerciais sem justificação”. Tom Wilsack, o director do Departamento de Agricultura dos EUA, veio a público frisar também que o vírus da gripe suína que está a causar a epidemia de gripe entre seres humanos não se transmite pela carne de porco.

Um bom exemplo do pânico que se está a gerar é a proposta em discussão na câmara baixa do Parlamento egípcio: abater imediatamente os 250 mil porcos que existem no país, adianta a AFP, citando a agência noticiosa oficial Mena. A maioria dos 80 milhões de egípcios são muçulmanos, e não comem carne de porco.

A FAO, a organização das Nações Unidas para a alimentação e a agricultura, vai enviar hoje uma equipa de especialistas para o México, para ajudar na investigação da origem do vírus. Os peritos em saúde animal vão juntar-se aos da OMS e dos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA.

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Rússia, China e Equador.... cheira-me a vermelho

28.04.2009 21:57

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