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Na Câmara dos Representantes

Estados Unidos debatem hoje a legislação ambiental mais importante da sua história

26.06.2009 - 11:26 Por Reuters

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Obama precisa desta lei para convencer os países poluidores ainda indecisos Obama precisa desta lei para convencer os países poluidores ainda indecisos (Jianan Yu/Reuters)
A Câmara dos Representes norte-americana vai debater hoje em plenário aquela que é considerada a legislação ambiental mais importante da história dos Estados Unidos. A proposta para o Clima e Energia foi eleita como uma prioridade para o Presidente Barack Obama.

Os líderes democráticos esforçaram-se para garantir que conseguem, pelo menos, 218 votos de um total de 435 para que o documento seja aprovado.

A proposta já conta com a oposição dos republicanos, que sublinham os custos financeiros desta lei para os consumidores, sob a forma de aumento de preços da energia e de produtos de consumo diários.

“É uma lei para os empregos”, comentou a presidente da Câmara dos Representes Nancy Pelosi, referindo-se à esperança de que a proposta crie postos de trabalho nas chamadas “tecnologias verdes”.

Para conseguir os votos necessários, Pelosi autorizou várias alterações desde que o documento foi aprovado no final de Maio pelo Comité da Energia e do Comércio. Entre elas novas protecções para os interesses da Agricultura.

“A proposta foi melhorada mas surge na altura errada”, disse o democrata Artur Davis, que vai votar contra. Este político salienta a falta de compromissos de países como a China e a Índia.

Tanto Pelosi como Obama consideram que esta lei é importante para a segurança nacional ao reduzir a dependência americana do petróleo estrangeiro, em favor de fontes nacionais como o vento, o Sol e, eventualmente, o “carvão limpo”.

No coração do documento de 1200 páginas está o comércio de emissões concebido para reduzir as emissões de dióxido de carbono (CO2) em 17 por cento até 2020 e 83 por cento até 2050, a níveis de 2005.

Os maiores poluidores – como refinarias, cimenteiras e unidades de pasta de papel – iriam receber anualmente licenças do Governo para emitir menores quantidades de CO2. As empresas que fiquem com mais licenças do que as que precisam podem vendê-las às empresas que não conseguiram reduzir as suas emissões aos níveis exigidos.

Ainda que Obama e os democratas consigam hoje uma vitória, a legislação terá pela frente um caminho difícil no Senado, onde os republicanos têm mais margem de manobra para levantar obstáculos processuais a fim de bloquear a proposta.

Mas a aprovação da Câmara dos Representantes permitiria a Obama participar na conferência de Copenhaga, em Dezembro, sobre alterações climáticas com um trunfo de peso, crucial para convencer o mundo das suas intenções e para dar o exemplo aos indecisos.

Uma sondagem recente do “Washington Post” e da ABC revelou que três quartos dos inquiridos consideram que o Governo americano deveria regular os gases com efeito de estufa.

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