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Líder da oposição quebra silêncio sobre financiamentos ilegais do PP

Espanha: Rajoy reage a revelações do "caso Gurtel" e pede responsabilidades

07.10.2009 - 15:57 Por PÚBLICO

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Rajoy admitiu que "pode haver pessoas que não tenham agido como deviam" no PP Rajoy admitiu que "pode haver pessoas que não tenham agido como deviam" no PP  (Sergio Perez/Reuters )
Durante dez anos, o Partido Popular espanhol foi financiado de forma ilegal por uma rede de empresas controladas por Francisco Correa, também conhecido por “Don Vito”. O nome do cabecilha da chamada “trama Gurtel” ficou público depois de as autoridades terem levantado parcialmente o segredo de instrução da investigação, que envolve sete dezenas de arguidos.

O líder do Partido Popular (PP), Mariano Rajoy – que tem denunciado manobras de “inquisição” orquestradas pelo poder socialista para o justificar – quebrou ontem o silêncio sobre o caso e garantiu que irá pedir responsabilidades “a quem não fez o que deveria ter feito”. A imprensa espanhola salienta que faltou ao chefe da oposição precisar os nomes dos responsáveis.

Rajoy disse à direcção do PP, num encontro transmitido pela televisão (não dá uma conferência de imprensa desde 13 de Abril), que no seu partido pode “haver pessoas que não tenham agido como deviam”, e que “nestes casos, o partido actuará”, cita o mesmo jornal. Mas antes realçara que “a imensa maioria dos responsáveis públicos do PP são pessoas honradas... que às vezes cometem erros, mas sempre tendo em conta a defesa do interesse geral”.

Nem todos pensam assim. “A corrupção ameaça o coração, o cérebro e o bolso do Partido Popular”, lê-se ainda no El País. As provas reunidas têm um alcance vasto. Atingem o próprio Governo de José Maria Aznar, que antecedeu o Executivo socialista, e as organizações do PP em Madrid, Valência e nos seus bastiões Galiza e Castela e Leão.

O caso espoletou um terramoto político em Espanha no final de Setembro, quando o Tribunal Superior de Justiça de Madrid constituiu 71 arguidos. Entre os acusados estão o antigo tesoureiro do partido, vários senadores, e diversos edis e presidentes de câmara.

Antes, os escândalos de corrupção no PP já tinham atingido Francisco Camps, presidente do governo de Valência e um apoio decisivo de Mariano Rajoy. Uma investigação da polícia concluiu que o executivo regional concedia obras a empresas que trabalhassem grátis para os "populares".

O líder dos populares garantiu ontem que “o PP não olha para o outro lado nem o fará nunca” quando se trata de corrupção. “Qualquer pessoa que tenha feito coisas indevidas terá de assumir responsabilidades perante a opinião pública”, continuou.

Rajoy disse ainda acreditar que “não estamos perante uma trama de financiamentos irregulares, o que é muito importante para nós”, cita o El Mundo, “mas perante uma trama de corrupção para tirar partido do PP e utilizá-lo contra si”. O líder da direita espanhola pediu ainda aos seus militantes que demonstrem “uma certa indiferença” perante o caso.



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vilões

Lá como cá: é fartar vilanagem. Estes dirigentes europeus não têm credibilidade.

joaquim d´odemira

08.10.2009 22:41

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