A Guardia Civil espanhola deteve esta madrugada três elementos dos Grupos de Resistência Antifascista Primeiro de Outubro (GRAPO), incluindo o seu responsável máximo, Juan García Martín. A companheira de Martín, Carmen Cayetano Navarro, e uma outra mulher, María Aránzazu Díaz Villar, foram também detidas na operação, que decorreu em Reus, na Catalunha.
Os GRAPO são uma organização terrorista espanhola de extrema esquerda, maoísta, nascida em 1975 e que é o braço armado do PCE(r) (Partido Comunista de Espanha, reconstituído).
As autoridades espanholas atribuem às GRAPO mais de mil acções violentas entre Junho de 1975 e Junho de 2003, nas quais se estimam que morreram 80 pessoas.
Os três detidos poderão estar implicados num dos mais recentes atentados do grupo: um tiroteio ocorrido num parque de estaciomento de Saragoça, em Fevereiro deste ano. No ataque morreu a empresária Ana Isabel Herrero. O seu marido, que ficou ferido, reconheceu posteriormente Juan García como um dos autores do ataque.



