A Espanha anunciou a expulsão do embaixador da Líbia em Madrid e de outros três funcionários da embaixada, por considerar que o regime de Khadafi perdeu “toda a legitimidade”.
O Governo de José Luis Zapatero “decidiu pôr fim à missão do embaixador nomeado pelas autoridades de Trípoli porque o regime de Khadafi perdeu toda a legitimidade devido à repressão a que tem sujeitado o povo líbio”, anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros espanhol em comunicado.
O embaixador Ajeli Abdulssalam Ali Breni tem agora dez dias para deixar Espanha, e os três funcionários da embaixada foram também expulsos por “actividades incompatíveis” com o seu estatuto diplomático.
A Espanha já tinha reconhecido, a 8 de Junho, o Conselho Nacional de Transição líbio, que representa a oposição a Khadafi e tem sede no bastião da rebelião, Bengasi, como “único representante legítimo do povo líbio”. Essa decisão foi anunciada em Bengasi pela chefe da diplomacia espanhola, Trinidad Jimenez, que salientou o facto de o seu Governo defender que “a solução para a Líbia passa pela partida de Khadafi”.
A expulsão dos diplomatas foi anunciada no mesmo dia em que Zapatero e a ministra da Defesa espanhola, Carme Chacón, reafirmaram ao secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, a necessidade de manter a operação militar e a pressão política e económica na Líbia.



