O Governo espanhol accionou o nível máximo de alerta contra terrorismo a 17 dias das eleições legislativas de 9 de Março no país, cuja campanha eleitoral oficial arranca a partir da meia-noite, anunciou o Ministério do Interior num comunicado divulgado hoje.
De acordo com a mesma nota, o nível de alerta implicará a “total mobilização das forças e corpos de segurança do Estado para vigiar a proteger” as sedes de partidos políticos, os locais de encontros eleitorais, as grandes superfícies comerciais, as infra-estruturas de transportes e de acontecimentos desportivos. Os sectores estratégicos de energia e de comunicações serão igualmente sujeitos a uma vigilância apertada.
As forças de segurança espanholas estão em estado de alerta há vários meses perante a possibilidade da organização separatista basca ETA poder actuar contra as eleições. “Acreditamos que a ETA vai tentar matar antes das eleições”, afirmou hoje o ministro do Interior, Alfredo Perez Rubalcaba, numa entrevista à estação de televisão pública espanhola TVE.
Esta é a razão pela qual as forças de segurança estão mais em alerta que nunca, justificou o ministro, estimando que a ETA, responsabilizada pela morte de 819 pessoas em Espanha em 40 anos de luta pela independência do País Basco, “está mais débil” e “perto da derrota”.
A três dias das últimas legislativas em Espanha, a 14 de Março de 2004, 191 pessoas morreram e mais de 1600 outras ficaram feridas nos atentados terroristas em Madrid.
Os socialistas de José Luis Rodriguez Zapatero venceram as eleições e uma das suas primeiras promessas foi retirar as tropas espanholas de imediato do Iraque, uma das principais exigências dos grupos islâmicos ligados à Al-Qaeda. Quatro anos depois de ter chegado ao poder, Zapatero é candidato a um segundo mandato, tendo como principal adversário o líder de direita Mariano Rajoy.
Zapatero e Rajoy lançam a partir da meia-noite a campanha eleitoral dos seus partidos, durante acções previstas em Madrid e Cádis, respectivamente.


