O escritor britânico Terry Pratchett tem Alzheimer e quer ser poder testar “tribunais” de suicídio assistido, que dariam às pessoas autorização legal para morrer.
“Se que soubesse que poderia morrer quando quiser, então cada dia em que estou vivo valeria um milhão de livros. Se sei que posso morrer, vivo. A minha vida, a minha morte, a minha escolha”, deverá declarar hoje sir Terry Pratchett num discurso intitulado “Apertar a mão à morte”.
Pratchett propõe ser o primeiro a experimentar tribunais de eutanásia, que seriam criado para ajudar os que têm doenças incuráveis a pôr fim às suas vidas com a ajuda de médicos.
Uma sondagem realizada para o programa “Panorama” da BBC mostra que a maioria apoia o suicídio assistido para alguém com uma doença terminal. De acordo com outra sondagem, feito pelo instituto YouGov para o jornal “Daily Telegraph”, 75 por cento dos britânicos aceita uma nova lei a autorizar o suicídio assistido.
O discurso deste escritor vai ser feito dias depois da libertação de Kay Gilderdale, que ajudou a sua filha de 31 anos a morrer. O programa “Panorama” de hoje à noite é dedicado a este caso.
Em Setembro, a justiça britânica esclareceu que as pessoas que ajudam um familiar a morrer não serão provavelmente acusadas desde que esse gesto seja motivado pela compaixão e que não haja dúvidas sobre a vontade do doente. Mas a lei que condena o suicídio assistido não foi mudada nem abolida.
“Devíamos olhar para a profissão médica que nos ajudou a viver vidas mais saudáveis para que nos ajude a morrer pacificamente junto de quem amamos”, afirma Terry Pratchett.
Na prática, o que Pratchett e outros propõem é uma nova lei com tribunais especiais para se pronunciarem sobre cada caso.



