A Eritreia proibiu a mutilação genital feminina (MGF), uma prática que consiste na remoção do clítoris e que atinge 89 por cento das mulheres, islamizadas e cristianizadas, deste país africano.
O código penal da Eritreia passa a punir, com efeitos desde 31 de Março, “quem exija, incite ou promova a excisão” de mutilar uma menina (a média de idades das vítimas situa-se entre os seis e os dez anos), mas também quem tenha conhecimento da prática e não informe as autoridades.
Segundo um comunicado do Ministério da Informação divulgado ontem, a decisão do Governo da Eritreia prende-se com o facto de que a MGF “põe em perigo a saúde das mulheres, causa-lhes um enorme sofrimento e ameaça as suas vidas”. O mesmo comunicado, citado pela AFP, não adianta, porém, o valor da multa ou a duração da pena de prisão a aplicar aos criminosos.
Esta interdição resulta de intensas campanhas locais contra a mutilação genital feminina e junta a Eritreia ao rol de 15 países que já têm leis ou recomendações que proíbem especificamente a MGF.
A Unicef estima que três milhões de meninas sejam mutiladas por ano e a Organização Mundial de Saúde contabiliza em 150 milhões o número de mulheres já excisadas. A prática persiste em 28 países, essencialmente localizados no continente africano.
Restam 1200 caracteres
Os comentários deste site são publicados sem edição prévia, pelo que pedimos que respeite os nossos Critérios de Publicação. O seu IP não será divulgado, mas ficará registado na nossa base de dados.
Quaisquer comentários inadequados deverão ser reportados utilizando o botão “Denunciar este comentário” próximo da cada um. Por favor, não submeta o seu comentário mais de uma vez.


