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Equipa portuguesa no Haiti despede-se com jogo de futebol

30.01.2010 - 10:09 Por Lusa, PÚBLICO

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No campo construído com o apoio de portugueses vivem 600 haitianos No campo construído com o apoio de portugueses vivem 600 haitianos (Jorge Silva/Reuters)
Após duas semanas de missão destinada a ajudar os haitianos que sobreviveram ao sismo do passado dia 12, a equipa portuguesa deixa o Campo Azul União Portugal-Haiti para regressar a Portugal, onde deverá chegar no final da tarde de amanhã. A equipa passa o testemunho à Assistência Médica Internacional (AMI), que vai prestar auxílio às vítimas naquele acampamento. Na despedida, houve tempo para um jogo de futebol.

A equipa portuguesa assinalou o final da sua missão, a construção do Campo Azul, onde vivem actualmente mais de 600 pessoas, com um jogo de futebol com haitianos que ali procuraram refúgio.

No campo de futebol que já existia no acampamento improvisado e que foi mantido pelos portugueses, o jogo foi assistido em peso pela população local, que vibrou com as jogadas. O resultado foi de 3-3, um empate semelhante ao da missão: os portugueses abandonam o país com a sensação de missão cumprida e os haitianos ficam com melhores condições de vida.

Devido a parcerias estabelecidas com outros organismos, o Campo Azul da União Portugal Haiti vai ter água, casas de banho e até um orfanato montado numa tenda para acolher as crianças que perderam os familiares no terramoto de 12 de Janeiro.

Além destes serviços, uma equipa da AMI, que substitui a equipa portuguesa até aí a trabalhar, vai permanecer no local para prestar auxílio médico. "Apesar de inicialmente se ter pensado ficar apenas um mês, a AMI vai ficar aqui no campo durante os próximos dois meses,", disse à Lusa José Luís Nobre, responsável pela equipa da AMI, que hoje foi guarda-redes da equipa portuguesa.

Luís Nobre reconhece que a situação no país é instável e considera que a insegurança na cidade vai aumentar. Mas, conclui, a AMI "já está habituada".

Nas últimas duas semanas, médicos e enfermeiros da AMI e do Instituto Nacional de Emergência Médica, elementos da Protecção Civil, assim como bombeiros e jornalistas, viveram em tendas instaladas a poucos metros da pista do aeroporto internacional da capital.

A AMI vai permanecer apenas temporariamente no acampamento montado no aeroporto, estando já a fazer contactos no sentido de arranjar um sítio. "Os americanos são capazes de nos expulsar, porque agora as coisas vão começar a normalizar no aeroporto", explicou José Luís Nobre, referindo-se à presença de milhares de organizações de ajuda que já começaram a abandonar o país.

Os portugueses deverão abandonar Port-au-Prince às 07h00 locais, chegando a Lisboa na noite de domingo, após duas escalas.

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Alguém entende que sendo o Haiti

... um país soberano e que seja a AMI uma ONG subsidiada pelo Ministério dos ...

Luis

30.01.2010 10:20

X

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