Foi “muito satisfeito” que o enviado da ONU Lynn Pascoe deixou a Coreia do Norte, que a comunidade intenacional tenta arrastar para a mesa das negociações nucleares, noticiou a agência chinesa Xinhua.
Pascoe, responsável das Nações Unidas pelas questões políticas, chegou na terça-feira a Pyongyang, e hoje deverá fazer uma conferência de imprensa para dar conta do resultado dos seus contactos com as autoridades norte-coreanas.
As negociações a seis iniciadas por Pequim em Agosto de 2003 têm produzido avanços e recuos, e estão paradas desde que a ONU impôs mais sanções na sequência de um ensaio atómico, há quase um ano.
Hoje, a agência sul-coreana Yonhap noticiou que o responsável norte-coreano pelo dossier fará uma invulgar visita aos Estados Unidos no próximo mês, de acordo com fontes diplomáticas de Pequim. A deslocação de Kim Kye-gwan, o rosto da diplomacia norte-coreana, será, segundo a Reuters, um indício de que as conversações podem estar prestes a recomeçar.
A última vez que Kim esteve em território americano, há três anos, foi seguida, poucos meses depois, dos primeiros passos para o desmantelamento da central de Yongbyon, onde é enriquecido plutónio.
“Se Kim vai a Washington, levará alguma coisa na mala e é provável que vejamos resultados significativos relacionados com as negociações a seis”, comentou à Reuters Kim Yong-hyun, professor de estudos norte-coreanos da Universidade Dongguk.
O fim das sanções e um tratado de paz que substitua o armistício que pôs fim aos combates de 1950-53 têm sido as condições impostas por Pyongyang para voltar a negociar com os intervenientes no processo (EUA, duas Coreias, China, Japão e Rússia).
Kim terá agendado um encontro ainda hoje na capital chinesa com o enviado do regime às conversações, e amanhã deverá estar de regresso levando uma mensagem do Governo chinês.
Esta foi uma semana de intensos contactos diplomáticos, que contou ainda com a deslocação de uma delegação chinesa a Pyongyang, e com declarações do “Querido Líder”, Kim Jong-il, de que pretende uma península coreano livre de armas nucleares.
Os analistas referem que é possível que a situação crítica em que a Coreia do Norte se encontra seja um factor de peso para convencer Pyongyang a ceder no seu programa nuclear, para receber benefícios económicos.
A decisão de valorizar a moeda, tomada em Novembro, aprofundou ainda mais a crise, com milhares de pessoas a perderem as suas economias e os preços dos produtos a subirem vertiginosamente. O arroz, por exemplo, é agora 15 vezes mais caro do que há três meses.



