O enviado americano ao Médio Oriente, George Mitchell, garantiu hoje em Jerusalém que a aliança entre Estados Unidos e Israel se manterá forte, isto apesar da pressão que os EUA estão a exercer sobre Benjamin Netanyahu para que pare a construção de colonatos e aceite o princípio de dois Estados. Entretanto, anunciou que ainda esta semana irá ao Líbano e à Síria.
Enquanto Mitchell se encontrava com o Presidente israelita. Shimon Peres, em Jerusalém, e tentava sossegar os israelitas incomodados com as exigências norte-americanas, o diário pan-árabe publicado em Londres "A-Sharq al-Awsat" noticiava que Obama tinha apresentado ao Egipto e a Israel um plano para dois Estados a finalizar até daqui a dois anos. Netanyahu deveria pronunciar-se sobre esta proposta num prazo de seis semanas a partir do discurso de Obama ao mundo muçulmano no Cairo, feito na semana passada.
Enquanto isso, o próprio Netanyahu anunciou que faria o seu discurso delineando um plano para negociações com os palestinianos esta semana. O primeiro-ministro israelita tem dito que quer negociar sobre questões de economia e de segurança, mas não sobre território.
O diário israelita "Ha’aretz" citava entretanto colaboradores de Netanyahu dizendo que o primeiro-ministro está convencido de que os EUA querem um confronto com Israel: a Administração Obama acreditaria que uma controvérsia pública com Israel poderia ajudar a melhorar as relações com o mundo árabe e muçulmano.
Notícia actualizada às 18h22<\b>



