Uma empresa privada do ramo das informações, a Kargus Consultants, processada pela justiça francesa por entrada nos sistemas informáticos do Greenpeace, confirmou hoje ter agido por ordem do grupo de electricidade EDF.
O patrão da firma, Thierry Lorho, antigo agente dos serviços de informações DGSE, afirmou no site especializado lereseignment.com ter sido encarregado de identificar em particular as forças de financiamento da organização ecologista que se bate contra as actividades da EDF no área na energia nuclear.
"Assumo completamente a colocação sob vigilância do responsável do Greenpeace Yannick Jadot, mas gostaria que a EDF, que encomendou a operação, também aceitasse as suas responsabilidades", disse Lorho.
"A verdadeira questão para nós era saber quem é que financia o Greenpeace, quem é que se esconde realmente nas fileiras de uma organização como o Greenpeace, quem são os generosos doadores da organização", acrescentou.
O grupo de electricidade, um dos principais produtores mundiais de energia nuclear, tinha-se defendido até agora da acusação de ter encomendado a espionagem, no quadro de um contrato de estratégia assinado em 2006 com a Kargus Consultantes.
Lorho reconheceu que andar a espionar as actividades do Greenpeace era uma actividade ilegal, mas entende que "desestabilizar o maior grupo europeu de energia e cometer acções contra as suas centrais nucleares o era ainda mais".



