Emoção e júbilo nas reacções à libertação dos reféns em poder das FARC

02.07.2008 - 22:30 Por Agências
A comunidade internacional reagiu com rapidez à notícia da libertação de Ingrid Betancourt e de outros 14 reféns que se encontravam há vários anos em poder das FARC. A família da antiga senadora e candidata presidencial diz estar emocionada com a notícia do seu resgate.
Em Espanha, primeiro-ministro, José Luiz Zapatero, recebeu com “enorme satisfação” a notícia do resgate de Betancourt e aproveitou para “apelar à libertação de todos os reféns” ainda em poder da guerrilha, revelou um porta-voz.
O Governo espanhol, juntamente com os seus congéneres franceses e suíços, integrava um grupo nomeado pelo Presidente colombiano, Álvaro Uribe, para mediar as negociações com as FARC.
Segundo o seu porta-voz, Zapatero enviou já mensagens de congratulação a Uribe e à família da antiga senadora.
Também o Presidente norte-americano já falou com o seu homólogo colombiano para o felicitar pelo sucesso da operação, sublinhando que, ao aprovar a iniciativa, demonstrou ao país e ao mundo “que é um líder forte”. Na operação de hoje foram também libertados três norte-americanos, um dos quais luso-descendente, que tinha sido capturados em 2003 quando participavam numa operação de combate ao narcotráfico, ao serviço do Departamento de Defesa dos EUA.
Em França, país que concedeu dupla nacionalidade a Betancourt por via do seu primeiro casamento, as reacções de júbilo também não se fizeram esperar e o Presidente agendou para esta noite uma declaração ao país. Antes, Nicolas Sarkozy teve "uma longa conversa" com o seu homólogo colombiano, adiantou um porta-voz do Eliseu.
Assim que a notícia foi conhecida, os deputados da Assembleia Nacional, que ainda se encontrava reunida, aplaudiram de pé a libertação da antiga candidata presidencial. “Estamos muito contentes por ela e por toda a sua família e só temos a agradecer a todos os que participaram nesta libertação”, afirmou o secretário-geral socialista, François Hollande. Também a ex-candidata presidencial Ségolène Royal se declarou “muito feliz” com o fim dos seis anos de cativeiro de Betancourt.
O Vaticano saudou a “boa nova” conhecida ao final do dia, dizendo que a libertação dos 15 reféns “constitui um sinal positivo e uma esperança para a libertação de inúmeras pessoas e para a reconciliação de um país que sofre há tanto tempo com a violência”.
Mais emocionada foi a reacção do filho mais velho da antiga senadora que disse estar a viver “uma alegria indescritível”. “Ainda não acredito, estou à espera de falar com ela pelo telefone. Quero dizer que a amo e que sinto muitas saudades”, afirmou Lorenzo Delloye.
O jovem encontra-se em Paris, na companhia da irmã Mélanie e do pai, mas garantiu que os três pretendem regressar o quanto antes à Colômbia para reencontrar Ingrid Betancourt. “Este o culminar de seis anos de luta. Foi um combate que merece ser levado até ao fim e que demonstra que não podemos desistir”, acrescentou.


