Os eleitores britânicos e holandeses deram hoje o pontapé de partida às eleições para o Parlamento Europeu, cujos resultados só serão conhecidos no domingo depois de todos os 27 países membros da União Europeia terem votado.
Para o Reino Unido – que faz aqui o seu último teste eleitoral, ao mesmo tempo que vota num sufrágio local, antes das eleições legislativas previstas para daqui a um ano – os analistas estão a antecipar uma derrota significativa do Partido Trabalhista, deixando em ainda piores lençóis o primeiro-ministro, Gordon Brown, actualmente a braços com o escândalo dos gastos questionáveis dos deputados britânicos (não apenas do Labour, mas de praticamente todas as facções políticas no país) cobrados aos dinheiros públicos. O Partido Conservador de David Cameron é favorito.
Depois do Reino Unido, que elege 72 deputados europeus, e da Holanda, que elege 25, seguir-se-á a Irlanda amanhã e os demais 24 Estados membros ao longo do fim-de-semana, incluindo Portugal no domingo. Serão, no total, eleitos os 736 deputados da nova legislatura europeia. Alguns analistas admitem que não seja ultrapassada a adesão às urnas, de 45,5 por cento, registada em 2004.



