Presidente da Comissão preocupado com a abstenção prevista nas sondagens

Durão Barroso: Nas europeias “votem em quem quiserem, mas votem”

14.05.2009 - 15:21

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Para conseguir uma maior participação dos eleitores, Barroso defendeu o envolvimento das forças vivas, empresas, intelectuais e sociedade civil Para conseguir uma maior participação dos eleitores, Barroso defendeu o envolvimento das forças vivas, empresas, intelectuais e sociedade civil (Francois Lenoir/Reuters)
O presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, apelou hoje à votação nas próximas eleições ao Parlamento Europeu. Numa conferência, em Madrid, a convite do diário "ABC", Durão Barroso manifestou a sua preocupação pelas sondagens que auguram uma elevada abstenção nas eleições que, em Portugal e Espanha, se realizam a 7 de Junho.

“Até a Espanha, um dos nossos Estados membros mais euro entusiasta, parece ter perdido o seu fervor eleitoral”, lamentou Barroso, comentando os inquéritos de opinião que apontam que a abstenção pode superar os 60 por cento do eleitorado. “Por isso”, continuou, “apelo a que votem, votem a quem quiserem, mas votem”. Nas primeiras eleições para o Parlamento Europeu, em 1987, a abstenção dos espanhóis não ultrapassou os 32 por cento. Dois anos depois foi de 46 pontos e, desde então, subiu. Assim, em Junho de 2004, os abstencionistas, cerca de 55 por cento do eleitorado, superaram os que votaram.

Para alcançar uma maior participação dos eleitores, Durão Barroso defendeu o envolvimento dos políticos, das forças vivas, das empresas, dos intelectuais e da sociedade civil. “As eleições para o Parlamento Europeu afectam-nos a todos, Europa não é Bruxelas e Estrasburgo, a Europa é Madrid, Salamanca ou Lisboa”, referiu. A possibilidade de uma elevada abstenção nas eleições de 7 de Junho preocupa o presidente da Comissão, que lança um alerta: “o risco da abstenção é deixar que os euro cépticos e extremistas se apropriem do nosso debate e do nosso futuro”.

No discurso escrito, Durão Barroso referiu não ser possível fazer uma campanha para uma eleição europeia desde um ponto de vista exclusivamente nacional. No entanto, na leitura omitiu esta frase. “Foi por uma questão de tempo”, explicou ao PÚBLICO, desabafando: “afinal, as questões nacionais acabam sempre por aparecer”. Esta omissão fora interpretada por alguns comentadores como prova do cuidado que marcou a sua intervenção, quando em Espanha, a campanha para as europeias está condicionada pelas vicissitudes da política interna.

Barroso, que manteve um encontro com o Rei de Espanha e almoçou com o presidente do Governo espanhol, José Luís Rodriguez Zapatero, considerou que a presidência espanhola da União, no primeiro semestre do próximo ano, “impulsionará uma nova dinâmica aos assuntos europeus e insuflará ventos de mudança”. “Sei que a presidência espanhola estará à altura das circunstâncias e que terá de fazer face a enormes desafios”, acentuou, garantindo que o programa de Madrid pata o primeiro semestre de 2010 se coaduna com o repto.

Barroso respondeu, ainda, a uma pergunta sobre o seu futuro à frente da Comissão. “O centro-direita europeu apoia-me, como ficou provado na cimeira de Varsóvia do Partido Popular Europeu, e estou muito orgulhoso de ter o apoio dos socialistas Zapatero, Brown e Sócrates, e de dirigentes liberais”, afirmou.

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e

Já se interrogaram porque é que a bandeira da UE tem (só) doze estrelas? Opiniões precisam-se.

Anónimo

15.05.2009 00:44

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