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Durão Barroso diz na cimeira UE-África que é “preciso eliminar os velhos estereótipos”

08.12.2007 - 12:46 Por Lusa

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Durão Barroso lembrou o Darfur e os direitos humanos no Zimbabwe Durão Barroso lembrou o Darfur e os direitos humanos no Zimbabwe (Miguel Lopes/Reuters)
O Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, defendeu hoje em Lisboa ser necessário "aproveitar" a segunda Cimeira UE-África "para eliminar os velhos estereótipos e avançar na criação de uma verdadeira parceria estratégica".

"A realização desta cimeira é ela mesma a confirmação da importância vital da relação entre a União Europeia e África", salientou.

Durão Barroso, que abriu a sua intervenção em português e finalizou em inglês, iniciou o discurso com um agradecimento à Presidência portuguesa da UE e ao primeiro-ministro português José Sócrates, "sem cuja determinação não teríamos hoje esta oportunidade de, ao mais alto nível, definirmos uma estratégia conjunta para os dois continentes".

"Dispomos de meios para fazer crescer as relações", frisou Durão Barroso, destacando que a cimeira não se esgota nas relações entre a Europa e África.

"Esta cimeira não é apenas sobre as relações entre a Europa e África, mas também para se perceber como, conjuntamente, podemos nós próprios ter soluções globais para problemas globais", como as alterações climáticas, as migrações em massa e as pandemias.

O Presidente da Comissão Europeia sublinhou ainda o facto de "muita coisa" ter mudado desde a anterior cimeira, realizada no Cairo, em 2000, e a de hoje.

"A União Europeia passou de 15 para 27 países e esperamos ter um novo tratado, que vai reforçar ainda mais a capacidade da União Europeia", manifestou.

O continente africano assistiu também a "grandes alterações", de que destacou a criação da Nova Parceria para o Desenvolvimento Africano (NEPAD) e a "mudança muito importante na forma de encarar a governação".

Todavia, lamentou, persistem em África "problemas inaceitáveis do ponto de vista moral, em termos de pobreza absoluta".

Do ponto de vista positivo, Durão Barroso reconheceu que "África conhece hoje um crescimento económico sustentado e tem vindo a assumir uma importância estratégica crescente".

Reconhecendo que a relação euro-africano é hoje uma "relação madura", porque "pressupõe que escutemos de forma aberta e sem preconceitos questões de interesse comum", Durão Barroso destacou a situação que se vive na região sudanesa do Darfur e os direitos humanos no Zimbabwe.

"Espero que aqueles que lutaram pela liberdade dos seus povos, possam agora manter a liberdade dos seus povos", defendeu.

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Continua tudo porreiro

Continua tudo "porreiro". Basta ver os risos destes três quando falam do Darfur e dos direitos ...

Dr. Quintino de Barros

08.12.2007 14:03

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