Durão Barroso destaca urgência do fornecimento de gás à União Europeia

11.01.2009 - 16:05 Por Lusa, PÚBLICO
O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, disse hoje esperar que após a assinatura do acordo relativo à exportação de gás russo através da Ucrânia seja restabelecido de imediato o abastecimento à União Europeia, destacando a urgência do fornecimento de combustível.
"Temos necessidade de restabelecimento imediato do fornecimento de gás à União Europeia, porque há muita gente em perigo e esta situação já foi demasiado longe", referiu Durão Barroso em comunicado.
Por seu turno, o Comissário Europeu da Energia, Andris Piebalgs, assegurou que "agora que os termos do acordo foram aceites pelas partes, as equipas de supervisão vão começar o seu trabalho logo que seja possível".
A Ucrânia assinou hoje o protocolo sobre a Comissão de Controlo do trânsito de gás russo por território ucraniano, também já subscrito pela Rússia e pela União Europeia, o que permitirá reiniciar o abastecimento de combustível à Europa.
Pela parte ucraniana o documento foi assinado pelo primeiro-ministro, Yulia Timoshenko, no final das negociações com Mirek Topolanek, chefe do Governo da República Checa que exerce a presidência rotativa da União Europeia. Contudo, a agência oficiosa russa Ria-Novosti refere que o protocolo contradiz as “posições de princípio de Moscovo.
Na conferência de imprensa realizada após o encontro, Timochenko defendeu que o protocolo constata que "a Ucrânia foi e é um país de trânsito seguro para o gás rumo à Europa, que não desviou gás e todo o combustível foi entregue à Europa". "Além disso", continuou, "a Ucrânia não tem dívidas e pagou até ao último cêntimo pelo gás fornecido em 2008".
Para finalizar, declarou que o quinto ponto do protocolo constata que a Ucrânia é e será "uma parte construtiva nas conversações com a Federação da Rússia até à assinatura do acordo para 2009 ou do acordo estratégico com base no memorando assinado em Outubro de 2008".
A agência Ria-Novosti defende que os três primeiros pontos do documento contradizem as posições da Rússia, que considera que a Ucrânia, na madrugada de 7 de Janeiro, cortou completamente os fornecimentos de gás russo à Europa, "obrigando" a Gazprom, o consórcio russo do gás, a suspender os mesmos através do território ucraniano.
Segundo dados da Gazprom, a Ucrânia desviou mais de 86 milhões de metros cúbicos de gás. Além do mais, recorda a agência russa, a Gazprom continua a afirmar que a Ucrânia lhe deve ainda 614 milhões de dólares. A Gazprom ainda não comentou os resultados do encontro de Timochenko com Topolanek.

