Novo Governo anunciado para a semana

Donald Tusk nomeado oficialmente primeiro-ministro da Polónia

09.11.2007 - 14:25 Por Agências

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Há cerca de duas semanas, a Plataforma Cívica de Tusk venceu as legislativas antecipadas na Polónia Há cerca de duas semanas, a Plataforma Cívica de Tusk venceu as legislativas antecipadas na Polónia (Kevin Coomb/Reuters (arquivo))
Donald Tusk, líder dos liberais polacos vencedores das eleições legislativas de 21 de Outubro, foi hoje nomeado oficialmente primeiro-ministro pelo Presidente Lech Kaczynski, numa curta cerimónia no palácio presidencial.

O líder da Plataforma Cívica (PO) irá substituir o actual chefe de Governo Jaroslaw Kaczynski, irmão gémeo do Presidente, ambos no poder há apenas dois anos e adversários directos do futuro primeiro-ministro.

A data precisa para a formação do novo Executivo polaco não foi ainda avançada, mas deverá ser anunciado na próxima semana.

Oficializada a sua nomeação, numa cerimónia que durou pouco mais de meio minuto, Donald Tusk, 50 anos, afirmou apenas que a nomeação do seu Governo “terá lugar na próxima semana” e que a “declaração de política geral ocorrerá na semana seguinte”.

Há cerca de duas semanas, a Plataforma Cívica venceu as legislativas antecipadas na Polónia, infligindo uma pesada derrota aos conservadores do Partido Direito e Justiça (PiS) dos gémeos Kaczynski.

Elegendo 209 dos 460 deputados, a Plataforma Cívica não conseguiu, porém, a maioria parlamentar. Tusk decidiu aliar-se ao Partido dos Camponeses Polacos (PSL), uma formação pró-europeia, de Waldemar Pawlak. Com esta aliança os dois partidos conseguiram 240 dos assentos parlamentares.

Donald Tusk prometeu durante a campanha retirar os soldados polacos do Iraque e realinhar o Governo de Varsóvia com a União Europeia, por oposição ao feroz nacionalismo promovido pelos Kaczynski, que colocaram Varsóvia em rota de colisão com a maioria dos seus parceiros europeus.

Tusk aposta também na liberalização da economia polaca, prometendo baixar os impostos e reduzir as despesas do Estado através de um programa de privatizações, mas o Presidente Lech Kaczynski, cujo mandato se prolongará até 2010, promete vetar quaisquer reformas neste sentido, o que obrigará os liberais a procurar o apoio de três quintos do Parlamento para ultrapassar um eventual bloqueio presidencial.

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