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Outros três acusados deverão ficar em prisão perpétua

Dois tibetanos condenados à morte por participação nos motins do ano passado

08.04.2009 - 14:38 Por Agências

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Os protestos da última Primavera tornaram-se violentos e desencadearam uma dura resposta dos militares Os protestos da última Primavera tornaram-se violentos e desencadearam uma dura resposta dos militares (Reuters (arquivo))
Duas pessoas que participaram nos motins em Lhassa, a capital do Tibete, em Março do ano passado, foram hoje condenadas à morte, noticiou a agência Xinhua, dando conta daquelas que são as primeiras penas capitais aplicadas por envolvimento naquelas manifestações.

Outros dois acusados foram também condenados à morte, mas a pena será suspensa por dois anos – um procedimento que habitualmente resulta na comutação da pena em prisão perpétua. Um quinto arguido foi condenado a prisão perpétua, acrescentou a Xinhua, citando um porta-voz do tribunal de Lhassa.

Os cinco acusados, cuja identidade não foi revelada, eram acusados de terem ateado fogo a lojas chinesas na capital tibetana, de que resultaram sete mortos, durante os motins da Primavera de 2008. Outras pessoas estão a ser julgadas por um outro incêndio que, segundo Pequim, terá provocado cinco mortos.

Os protestos contra o domínio chinês do Tibete começaram a 10 de Março de 2008, no aniversário da sublevação de 1959, na sequência da qual o Dalai Lama foi obrigado a abandonar o território. Quatro dias depois, os protestos tornaram-se violentos e estenderam-se a outras regiões chinesas, onde vivem importantes comunidades tibetanas. Durante os protestos, conduzidos essencialmente por jovens, várias lojas chinesas em Lhassa foram atacadas, o que desencadeou uma dura resposta dos militares.

Segundo a versão oficial das autoridades chinesas, 18 civis e um polícia morreram na sequência dos protestos, mas o governo tibetano no exílio alega que a repressão militar que se seguiu aos motins resultou na morte de 203 tibetanos.

Este ano, quando se cumpre meio século sobre a revolta, as autoridades chinesas reforçaram a segurança, evitando a repetição dos protestos.

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