No total morreram quatro pessoas

Dois civis morreram em ataque da Coreia do Norte

24.11.2010 - 08:17 Por PÚBLICO

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
Os dois homens tinham cerca de 60 anos Os dois homens tinham cerca de 60 anos (Ongjin County/Reuters)
Um dia depois do ataque da Coreia do Norte, os corpos de dois sul-coreanos foram encontrados na ilha de Yeonpyeng. A informação está a ser divulgada esta manhã pela rede de televisão da Coreia do Sul.

A polícia informou que os dois homens de aproximadamente 60 anos eram trabalhadores da construção civil. No total, quatro pessoas morreram, duas delas militares.

Horas depois dos disparos, o Presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, avisou que é necessária uma “enorme retaliação” para deter as incitações de Pyongyang. “Desta vez, a provocação pode ser considerada como uma invasão do território sul-coreano”, afirmou Lee, citado pela Yonhap.

A agência descreveu o incidente de ontem como “o primeiro ataque de artilharia ao território sul-coreano desde que a guerra da Coreia [1950-1953] terminou num armistício” e sem um acordo de paz assinado até agora.

O Governo sul-coreano, que estava a efectuar exercícios militares na região, garante que não foram disparados quaisquer tiros na direcção do norte, como sustentam as autoridades vizinhas.

Seul afirmou que apenas se limitou a responder ao ataque lançado pela Coreia do Norte, que disparou 100 rajadas de artilharia contra Yeonpyeong, no mar Amarelo, perto da fronteira marítima que divide os dois países (mas que nunca foi reconhecida por Pyongyang).

O principal alvo foi uma base militar, mas dezenas de casas e lojas, bem como a floresta local, ficaram a arder. Pelo menos 15 soldados sul-coreanos e dois civis ficaram feridos.

Centenas de pessoas deixaram a ilha depois dos ataques, apanhando barcos para o continente. “Ouvi o som da artilharia e senti que alguma coisa estava a voar sobre a minha cabeça”, comentou Lim Jung-eun, uma dona de casa de 36 anos, que fugiu de Yeonpyeong com os seus três filhos, citada pela BBC. “Depois, a montanha ficou a arder”.

O ataque foi condenado pelos governos dos EUA – o Presidente Barack Obama considerou-o “ultrajante” e reiterou o apoio a Seul – Grã-Bretanha e Rússia. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, veio também repudiar o que disse ser “o mais grave incidente” desde o fim da guerra, que veio aumentar ainda mais a tensão entre os dois países vizinhos.



Obama mandou ainda suspender o exercício militar que os Estados Unidos iriam realizar juntamente com a Coreia do Sul e que estava programado para esta semana.

Durante uma conversa telefónica com Lee, Obama marcou para o próximo domingo o início de quatro dias de manobras militares conjuntas, que já estavam previstas para esta altura. Obama disse que “a ameaça precisa de resposta” e o porta-aviões nuclear USS George Washington (com capacidade para 75 aviões e seis mil soldados) já deixou a base japonesa em direcção ao mar Amarelo.

Em entrevista à ABC, o Presidente americano falou do papel que cabe agora à China, o único país mais próximo de um aliado com que Pyongyang tem contado. Pequim deve informar o regime de Kim Jong-il que “há uma série de normas internacionais que devem ser cumpridas”, afirmou Obama.


notícia actualizada às 10h46


Estatísticas

  • 11 leitores
  • 11 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1467831

Comentário + votado

Metam uma coisa nessas cabeças

eu não estou aqui para defender o regime da Coreia do Norte, estou a defender a seriedade em ...

Carlos - Londres

24.11.2010 13:51

X

Mais em Mundo (3 de 12 artigos)

As vítimas tinham idades entre os 17 e os 62 anos Primeiro-ministro declara que a Nova Zelândia é “uma nação de luto”