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Interrupção durante 30 dias

Doença do advogado de defesa de Omar Khadr obriga a adiar julgamento

13.08.2010 - 21:15

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Omar Khadr, numa anterior sessão em tribunal Omar Khadr, numa anterior sessão em tribunal (Janet Hamlin/REUTERS)
O julgamento do canadiano Omar Khadr foi adiado durante um período estimado de 30 dias, depois de, anteontem, o seu advogado de defesa, o tenente-coronel Jon Jackson, ter desmaiado durante a sessão da tarde, no tribunal, enquanto interrogava uma testemunha de acusação.

Jackson, 39 anos, foi ontem evacuado de Guantánamo, na baía de Cuba, para ser hospitalizado nos Estados Unidos.

A causa do seu colapso não foi divulgada, mas o representante do painel de advogados de defesa nas comissões militares de Guantánamo, Bryan Broyles, disse aos jornalistas que “não era surpreendente, dada a sua história recente”.

Broyles referia-se a uma operação à vesícula biliar a que Jackson foi submetido há seis semanas — duas semanas depois, o advogado estava de volta ao caso.

Khadr, 23 anos, foi detido em 2002 no Afeganistão e é acusado de actos terroristas, conspiração, espionagem e morte de um soldado americano. Começou esta semana a ser julgado na nova versão dos tribunais militares — ou comissões militares, como são oficialmente designados — assinada pelo Presidente Obama em 2009.

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