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Perfil de Sonia Sotomayor

Do bairro social do Bronx para o Supremo Tribunal

26.05.2009 - 20:08 Por Maria João Guimarães

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Sonia Sotomayor, 54 anos, começou por querer ser detective da polícia antes de descobrir que queria ser advogada Sonia Sotomayor, 54 anos, começou por querer ser detective da polícia antes de descobrir que queria ser advogada (Larry Downing/Reuters)
Há uma grande distância do bairro social do Bronx, Nova Iorque, perto do estádio dos Yankees, para o imponente edifício do Supremo Tribunal em Washington DC.

A história pessoal da juíza Sonia Sotomayor é uma daquelas que mostra que na América quem quiser concretizar um sonho consegue-o, disse o Presidente Barack Obama ao anunciar a sua escolha para ser a próxima juíza do Supremo Tribunal de Justiça dos Estados Unidos.

Sonia Sotomayor, 54 anos, queria ser detective da polícia – por influência da detective adolescente Nancy Drew. Ainda criança, quando o médico disse que era diabética, explicou que talvez fosse difícil enveredar por essa carreira. Foi aí que descobriu Perry Mason na televisão e decidiu tornar-se advogada, conta o jornal “The New York Times”.

A mãe, entretanto viúva, era uma enfermeira que trabalhava seis dias por semana para que Sonia e o seu irmão pudessem estudar numa escola católica. A juíza já falou com admiração da sua mãe, que além de trabalhar arduamente fazia sempre questão em ter um pouco de arroz e feijão no forno para os amigos dos filhos.

Seguiu-se a entrada na Universidade de Princeton. Aí Sonia Sotomayor sentiu-se “como um visitante a aterrar num país estrangeiro”. Nas salas de aula esteve em silêncio durante o primeiro ano. “Estava demasiado intimidada para fazer perguntas”, disse. De seguida, frequentou a Faculdade de Direito da Universidade de Yale.

Trabalhou no gabinete do procurador do estado de Nova Iorque e ainda foi advogada no privado antes de ser nomeada juíza. Casou ainda jovem e divorciou-se cedo.

Em 1995 proferiu uma decisão que foi exaltada como o seu momento de fama, quando pôs fim a uma greve no basebol, decidindo a favor dos jogadores contra os donos dos clubes.

Tinha sido nomeada para um tribunal de recurso de Nova Iorque em 1992 pelo então Presidente George H. Bush, embora tivesse sido a opção de um senador democrata que tinha um acordo com um senador republicano para partilhar a escolha de juízes para Nova Iorque, lembra o “New York Times”.

Uma das decisões mais polémicas do tribunal incluiu um caso de discriminação positiva que agora vai ser ouvido pelo Supremo.

Há quem a critique por ser brusca e abrupta em tribunal. Há quem a desculpe – isso será apenas o seu “estilo directo, nova-iorquino”.

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