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Distinção do Parlamento Europeu

Dissidente chinês Hu Jia distinguido com o Prémio Sakharov 2008

23.10.2008 - 10:08 Por Agências

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Hu, um activista dos direitos humanos, da protecção ambiental e da luta contra a sida, foi condenado a três anos e meio de prisão na China Hu, um activista dos direitos humanos, da protecção ambiental e da luta contra a sida, foi condenado a três anos e meio de prisão na China (Claro Cortes IV/Reuters)
O Prémio Sakharov 2008 foi hoje atribuído pelo Parlamento Europeu (PE) ao dissidente chinês Hu Jia, apesar das pressões exercidas por Pequim sobre os eurodeputados no sentido de fazerem outra escolha. O Prémio foi entregue a "Hu Jia em nome de todos aqueles sem voz na China e no Tibete", sublinhou em Estrasburgo o presidente do PE, Hans-Gert Poettering.

Hu, 35 anos, activista dos direitos humanos, da protecção ambiental e da luta contra a sida, foi condenado a três anos e meio de prisão na China, em Abril último. Foi detido e acusado de “incitamento à subversão do poder estatal”, depois do seu testemunho sobre os direitos humanos na China, através de teleconferência para o subcomité dos Direitos Humanos do Parlamento Europeu, a 26 de Novembro do ano passado.

Hoje em dia, Hu Jia está doente e na prisão, onde luta contra uma "cirrose do fígado", indicou ainda Hans-Gert Poettering.

Este anúncio, que será oficializado ao final do dia de hoje, acontece um dia antes dos líderes da UE se encontrarem com homólogos chineses, na Cimeira Ásia-Europa (ASEM, Asia-Europe Meeting), em Pequim.

Esta homenagem a Hu complica ainda mais as relações já de si tensas entre a UE e a China, depois dos protestos por ocasião da severa repressão chinesa aos motins ocorridos no Tibete, e das campanhas das organizações não-governamentais por ocasião dos Jogos Olímpicos.

A organização Human Rights Watch já reagiu a este anúncio, pedindo a Pequim que liberte imediatamente o dissidente e que ponha fim ao “encarceramento e à vigilância à sua mulher, Zeng Jinyan, e à sua filha, Qianci".

Pouco antes da atribuição do prémio, um porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros preveniu que “atribuir um prémio a semelhante criminoso seria uma ingerência na soberania judicial chinesa”. Um aviso semelhante tinha sido emitido em meados deste mês, quando o nome de Hu Jia circulava como potencial vencedor do Prémio Nobel da Paz, que acabou por não vencer.

A China multiplicou as suas pressões junto do Parlamento Europeu, mas elas foram “contraproducentes”, estimou um porta-voz de Poettering.

Numa carta datada de 16 de Outubro, da qual a AFP obteve uma cópia, o embaixador da China junto da UE, Song Zhe, tinha já advertido Poettering que fazer de Hu Jia o laureado 2008 “danificaria inevitavelmente o povo chinês e deterioraria seriamente as relações entre a China e a UE”.

As pressões chinesas foram exercidas “por carta, por e-mail, e mesmo por telefone”, indicou por seu lado o chefe do grupo liberal do Parlamento Europeu, Graham Watson, um dos numerosos destinatários das cartas.

Já hoje, depois de conhecer a decisão europeia, Pequim expressou o seu descontentamento. “Exprimimos o nosso forte descontentamento face à decisão do Parlamento Europeu de entregar semelhante prémio (...) a um criminoso detido na China”, declarou o porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros Liu Jianchao, evocando uma “grosseira ingerência nos negócios internos chineses”, acrescentando, porém, que esta decisão não irá afectar as conversações durante a Cimeira Ásia-Europa.

O Prémio Sakharov condecora há 20 anos as personalidades que mais fazem a cada ano em prol dos Direitos Humanos.

A recompensa será solenemente entregue em Estrasburgo a 17 de Dezembro durante a sessão do PE, ocasião em que se irá igualmente celebrar os 20 anos do prémio, que já distinguiu, entre outros, o antigo Presidente sul-africano, Nelson Mandela, a militante birmanesa Aung San Suu Kyi e o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan.

O prémio consta de 50 mil euros em dinheiro.

*Notícia actualizada às 13h00

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Qual é o prémio

Quantas pessoas nos chamados países ocidetais que defendem os desalojados, os sem domicilio fixo, ...

Mota

24.10.2008 20:11

X

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