O director da CIA afirma que tem "uma ideia muito precisa" sobre o paradeiro de Osama bin Laden. Numa entrevista à revista "Time", Porter Goss considera que o maior obstáculo à captura do homem mais procurado do mundo é a existência de "santuários em nações soberanas".
Goss começa por afirmar à "Time" que a questão de capturar o líder da Al-Qaeda "vai muito para além do que se possa supor". "Até fortalecermos todos os indícios não poderemos levar o sr. Bin Laden à justiça. Estamos a fazer bons progressos, mas quando temos de lidar com santuários em Estados soberanos, estamos a lidar com o problema do nosso sentido de dever internacional. Temos de encontrar uma forma de trabalhar num mundo convencional de formas não convencionais que sejam aceitáveis para a comunidade internacional", explica o director da CIA.
Na sequência desta resposta, o jornalista Timothy J. Burger interpela Porter Goss: "Parece que tem uma ideia bastante clara sobre onde ele [Bin Laden] está. Onde?"
Goss responde: "Tenho uma ideia muito precisa sobre o seu paradeiro. Qual é a próxima pergunta?"
Quando questionado sobre se Osama bin Laden poderá voltar a atacar os Estados Unidos, Goss é claro: "Sim, pode. Certamente que tem intenções de o fazer."
O director da CIA não deu qualquer pista concreta sobre o paradeiro de Bin Laden, mas os serviços secretos têm referido que o líder da Al-Qaeda estará muito provavelmente na região montanhosa da fronteira entre o Paquistão e o Afeganistão.
As afirmações de Goss seguem-se às acusações recentes da Administração dos Estados Unidos contra o Paquistão. De acordo com o Governo de George W. Bush, Islamabad não estará a fazer esforços suficientes para capturar alegados terroristas. O chefe da CIA não se referiu explicitamente ao Paquistão na entrevista à "Time", mas o embaixador norte-americano em Cabul, Zalmay Khalilzad, tem acusado o Governo paquistanês de fechar os olhos aos suspeitos de terrorismo.



