O ministro brasileiro das Cidades, Mário Negroponte, apresentou nesta quinta-feira a sua demissão à Presidente Dilma Rousseff, depois de ter sido alvo de acusações de corrupção e irregularidades no ministério. A demissão foi aceite e é a sétima desde que o Governo tomou posse por suspeitas de corrupção.
A demissão de Negroponte, do Partido Progressista, foi confirmada ao final da tarde pelo Palácio do Planalto, através de um comunicado. “O ministro das Cidades, deputado Mário Negroponte, entregou hoje a sua carta de demissão à Presidente Dilma Rousseff. A Presidente da República agradece os serviços por ele prestados ao país e deseja-lhe boa sorte em novos projectos. Para substituí-lo, a Presidente convidou o deputado Aguinaldo Ribeiro.”
Esta decisão segue-se à publicação em vários órgãos de informação de notícias que relataram diversas irregularidades no Ministério das Cidades e junta-se a outros casos de alegada corrupção que já levaram à demissão de sete ministros.
Entre Junho e Dezembro de 2011, Dilma Rousseff viu sair do seu Governo os titulares das pastas da Presidência, Transportes, Agricultura, Turismo, Desporto e Trabalho.
No caso de Negroponte, a demissão está relacionada com suspeitas de corrupção relativas a projectos ligados ao Mundial de futebol de 2014, que irá realizar-se no Rio de Janeiro. O seu substituto, Aguinaldo Ribeiro, era até agora o líder do Partido Progressista na Câmara dos Deputados.
Apesar da instabilidade causada pelas várias demissões, Dilma Rousseff tem beneficiado de uma imagem de intransigência quanto à corrupção e dos bons resultados económicos que o Brasil tem obtido apesar da crise. A sua popularidade ronda os 72%.



