Várias dezenas de civis morreram em ataques das forças de segurança na cidade de Homs, na Síria, um lugar de forte contestação ao regime de Bashar al-Assad e alvo de ataques há já cinco dias, indicou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
Três famílias completas figuram entre as vítimas dos ataques desta quarta-feira, mortas durante a madrugada por milicianos do regime, especifica o OSDH.
“Depois da madrugada os bombardeamentos foram extremamente intensos e foram disparados muitos rockets”, indicou Omar Chaker, um habitante de Homs contactado por telefone a partir de Beirute.
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com base no Reino Unido, já na terça tinha dado conta de centenas de mortos nos últimos dias em Homs, onde as forças do regime lançaram uma violenta ofensiva na noite de sexta-feira visando reprimir a contestação.
A violência da última noite acoentece algumas horad depois de o ministro russo dos Negócios Estrangeiros ter chegado a Damasco. Serguei Lavrov foi recebido em euforia na capital, aonde se deslocou depois do veto da Rússia e da China nas Nações Unidas ter impedido que o Conselho de Segurança tomasse uma posição crítica contra o regime de Bashar al-Assad, que tenta reprimir há quase um ano uma revolta contra o seu domínio.
As autoridades russas tinham anunciado esta visita no domingo passado, frisando que Lavrov irá discutir com Assad a “concretização rápida de reformas democráticas indispensáveis” naquele país, onde a repressão que o regime exerce sobre as manifestações da oposição e os combates entre o Exército e forças da rebelião se saldam já com um balanço de mais de 5400 vítimas mortais, de acordo com estimativas das Nações Unidas.



