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Incidente esteve de alerta que levou ao cancelamento do rali Dakar

Detidos em Bissau dois suspeitos do assassinato de turistas franceses na Mauritânia

11.01.2008 - 14:46 Por PUBLICO.PT, Agências

Foram detidos em Bissau dois suspeitos de envolvimento no assassinato de quatro turistas franceses, na véspera da Natal, na Mauritânia, anunciou a Polícia Judiciária guineense. Os problemas de segurança naquele país africano foram uma das razões invocadas pelo alerta emitido por Paris e que acabaria por levar ao cancelamento do rali Lisboa-Dakar.
Os turistas francesas foram mortos em Aleg, no Sul da Mauritânia Os turistas francesas foram mortos em Aleg, no Sul da Mauritânia (Luís Vasconcelos/PÚBLICO (arquivo))

“Posso confirmar que temos dois cidadãos mauritanos, suspeitos do assassinato de turistas franceses na Mauritânia”, anunciou a directora da PJ guineense, Lucinda Barbosa Aukarié, revelando que as detenções ocorreram esta madrugada, num hotel de Bissau, onde os suspeitos estavam alojados.

A operação foi desencadeada pela PJ a pedido das autoridades francesas, tendo contado com a colaboração de agentes franceses, acrescentou a responsável.

Uma fonte policial, citada pela Lusa, adianta que os dois homens, que estariam há já alguns dias no país, confirmaram ter ligações à Al-Qaeda, uma informação não confirmada pelas autoridades guineenses.

Os dois suspeitos deverão aguardar agora na prisão o desenrolar do processo de extradição para a Mauritânia.

Caça ao homem em toda a região

As autoridades mauritanas detiveram oito pessoas suspeitas de apoiarem os autores do ataque que vitimou quatro turistas franceses, no dia 24 de Dezembro, quando visitavam a localidade de Aleg, no Sudeste do país. Um quinto cidadão francês ficou ferido no ataque, que desencadeou uma caça ao homem sem precedentes na Mauritânia.

As autoridades procuravam três suspeitos, dois dos quais suspeitos de pertencerem ao braço da Al-Qaeda no Magrebe, tendo colocado em prevenção as autoridades do Mali e do Senegal. No entanto, adianta a AFP, nenhum alerta terá sido enviado à Guiné-Bissau, país que faz fronteira com o Senegal.

Após o ataque, a diplomacia francesa desaconselhou os seus cidadãos a visitarem a Mauritânia, incluindo os que pretendiam participar no rali Lisboa-Dakar, com oito etapas previstas para o país. Este alerta, juntamente com informações de que os extremistas islâmicos estão apostados em atacar interesses franceses na região, levaram a organização da prova a decidir-se pelo seu cancelamento, na véspera do arranque de Lisboa.

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