• A diferença de idades prejudica o sexo?
  • EUA são viciados em brinquedos
  • Um arco-íris de carnavais brasileiros

Timor-Leste

Deslocados são a primeira preocupação de Ramos-Horta

20.05.2007 - 15:22 Por Lusa

  • Votar 
  •  | 
  •  0 votos 
José Ramos-Horta classificou Xanana Gusmão como um Presidente sábio, tolerante, prudente e determinado José Ramos-Horta classificou Xanana Gusmão como um Presidente sábio, tolerante, prudente e determinado (Lírio da Fonseca/Reuters)
O Presidente da República timorense, José Ramos-Horta, afirmou hoje na sua tomada de posse que os deslocados são "a primeira preocupação e sério empenhamento" do seu mandato.

O sucessor de Xanana Gusmão na chefia do Estado tomou posse no Parlamento Nacional, perante deputados e convidados, numa cerimónia iniciada pouco depois das 10h00 (02h00 de domingo em Lisboa).

"O sonho da criação de uma sociedade mais desenvolvida e mais justa que os timorenses aspiram há muito tempo foi mais uma vez adiado" com a crise política e militar de há um ano, recordou José Ramos-Horta.

"As formas de convivência pacífica e civilizada, indispensáveis ao êxito deste processo tão difícil e delicado da construção do Estado de Direito Democrático em que todos estamos envolvidos, foram seriamente perturbadas", acrescentou o Presidente da República.

"Muitos timorenses vivem ainda hoje num estado de sofrimento e angústia", sublinhou José Ramos-Horta, que discursou em tétum, português, inglês e bahasa indonésia.

O novo Presidente sublinhou, ao mesmo tempo, que o êxito das eleições presidenciais é um passo importante na resolução da crise e das suas consequências.

"Soubemos dar ao mundo um belo exemplo de que a democracia é o futuro dos povos".

"Sempre acreditámos que, em definitivo, só havia uma resposta para esta crise tão grave e dolorosa: dar a voz ao Povo soberano, para que o Povo se pronunciasse", considerou José Ramos-Horta.

O novo Presidente da República lembrou a "herança muito valiosa" que recebe de Xanana Gusmão, primeiro chefe de Estado eleito de Timor-Leste.

"Prometo honrar e defender esse inestimável legado", afirmou José Ramos-Horta.

"Devemos muito à sua coragem e à firme determinação com que soube proteger a unidade e a independência nacional".

"O Presidente da República é o único órgão de soberania 'unipessoal'. Isto significa que as qualidades pessoais do seu titular podem tornar-se de uma importância decisiva, sobretudo quando uma tempestade se abate inesperadamente sobre a vida de um povo", acrescentou o Presidente.

"Por isso, a latitude muito ampla e a relativa indefinição das atribuições constitucionais do Presidente protegem a sociedade das contingências do mundo e da incerteza do futuro".

José Ramos-Horta classificou Xanana Gusmão como "um Presidente sábio, tolerante, prudente e determinado".

Ao III Governo Constitucional, que tomou posse ontem e que assistiu hoje à posse do Presidente da República, fica como "principal tarefa garantir ao país que as próximas eleições legislativas se desenrolam num clima de paz e liberdade e que o escrutínio se faça com isenção e rigor".

Sobre a estratégia que pretende seguida para o país, José Ramos-Horta enfatizou a importância do investimento em 'know-how' e tecnologia, em medidas ambientais e no reforço do sector da justiça.

O presidente do Parlamento, Francisco Guterres, deu posse ao candidato que o derrotou nas urnas, na segunda volta das presidenciais, a 9 de Maio.

A cerimónia iniciou-se com a leitura do acórdão do Tribunal de Recurso que validou o apuramento dos resultados pela Comissão Nacional de Eleições e a vitória de José Ramos-Horta.

Logo depois da tomada de posse no Parlamento, o Presidente da República participou nas comemorações oficiais do Dia da Independência, em frente ao Palácio do Governo.

Na agenda tinha apenas, para o seu primeiro dia como chefe de Estado, a missa solene na Catedral de Díli, às 16h00 (08h00 em Lisboa).

Estatísticas

  • 8 leitores
  • 0 comentários

URL desta Notícia

http://publico.pt/1294532

Comentário + votado

X

Mais em Mundo (6 de 7 artigos)

Desde o início do mês, 76 soldados americanos perderam a vida no Iraque Iraque: sete soldados americanos mortos na explosão de bombas artesanais