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Situação económica americana irá piorar no próximo ano

Desemprego pode atingir os 10 por cento nos EUA até ao final de 2009

29.12.2008 - 08:25 Por Lusa

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Lawrence Summers foi secretário do Tesouro entre 1999 e 2001 Lawrence Summers foi secretário do Tesouro entre 1999 e 2001 (Jim Young/ Reuters)
Dois colaboradores de Barack Obama afirmaram hoje que é provável que a situação económica do país se deteriore ainda mais e que o desemprego atinja os 10 por cento até final de 2009. "Muitos especialistas crêem que o índice de desemprego possa atingir os 10 por cento até ao final do ano de 2009", sublinhou o ex-secretário do Tesouro dos EUA, Lawrence Summers, que Barack Obama designou para dirigir o Conselho Económico Nacional.

Actualmente, a taxa de desemprego nos Estados Unidos atinge 6,7 por cento da população. Na coluna que publica habitualmente no jornal diário 'The Washington Post', Lawrence Summers sublinhou os planos de Barack Obama para investimentos em obras públicas, incluindo fundos para restauro e actualização de infra-estruturas e desenvolvimento de tecnologia ambiental, faltando, no entanto, o estímulo directo aos consumidores.

Nos Estados Unidos, o dinheiro gasto pelos consumidores representa cerca de 67 por cento da actividade económica, com a administração de George W. Bush a aprovar em Fevereiro a devolução de 150 mil milhões de dólares em impostos a cerca de 130 milhões de contribuintes, na esperança de estimular o consumo.

A maior parte dos beneficiários deste reembolso usou o dinheiro para pagar dívidas, com a economia norte-americana a ressentir-se, apresentando no terceiro trimestre de 2008 uma contracção de 0,5 por cento, a primeira desde a recessão de 2001.

"Algumas pessoas argumentam que, em vez de tentarmos criar postos de trabalho juntamente com o investimento para um crescimento a longo prazo, devíamos concentrar-nos exclusivamente em políticas que gerem o aumento do consumo a curto prazo", afirmou o ex-secretário do Tesouro.

"No entanto, este é o enfoque nos levou a alguns dos problemas que temos hoje, e é o enfoque que devemos rejeitar se queremos fortalecer a nossa classe média e a nossa economia a longo prazo", acrescentou.

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