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Amostras recolhidas em unidade demolida em 2004

Descobertos vestígios de urânio altamente enriquecido numa central iraniana

12.05.2006 - 17:44 Por AFP, Reuters

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O nível de enriquecimento é próximo do usado para o fabrico de bombas atómicas O nível de enriquecimento é próximo do usado para o fabrico de bombas atómicas (EPA)
Inspectores da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) encontraram vestígios de urânio enriquecido em grande concentração numa instalação nuclear iraniana onde Teerão negou sempre ter efectuado este tipo de experiências.

O relatório entregue em Abril pela agência ao Conselho de Segurança da ONU revelava que os inspectores recolheram amostras no centro Lavizan, uma unidade pertencente ao Ministério da Defesa iraniano.

O centro foi demolido pelas autoridades iranianas em 2004, antes da AIEA ter oportunidade de o examinar, mas na última visita ao território, os inspectores deslocaram-se ao local e recolheram amostras de bombas de vácuo, que foram posteriormente sujeitas a análises de partículas.

“Análises preliminares feitas pela AIEA mostram vestígios de urânio altamente enriquecido nas amostras recolhidas”, afirmou um diplomata acreditado junto da agência, em declarações à Reuters.

Segundo a mesma fonte, os vestígios mostram “um nível muito alto de enriquecimento, próximo do nível usado no fabrico de armas atómicas”.

A informação é confirmada por outras fontes diplomáticas, que pediram para não ser identificadas, garantindo que a descoberta deixou os responsáveis iranianos muito nervosos.

O urânio enriquecido em baixas concentrações (3,5 a 5 por cento) é usado como combustível para as centrais nucleares, mas em concentrações siperiores a 80 por cento destina-se ao uso de ogivas nucleares.

O Irão, que durante mais de uma década desenvolveu pesquisas nucleares secretas, só declaradas em 2003, negou sempre ter efectuado este tipo de experiência, apesar dos inspectores internacionais terem detectado vestígios de urânio altamente enriquecido em diferentes instalações iranianas. Contudo, os peritos foram incapazes de determinar se os vestígios resultaram de actividades autónomas ou se eram apenas resultado da contaminação de tecnologia comprada pelo Irão a países estrangeiros.

Reagindo a estes desenvolvimentos, o porta-voz do ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Hamid Reza Assefi, garantiu que as informações veiculadas pela agência “não têm fundamento”. “Estas declarações não se baseiam na verdade e assemelham-se a afirmações anteriores que viriam a ser desmentidas pela própria AIEA”, afirmou o responsável.

No entanto, a descoberta reforça os receios da comunidade internacional, preocupada com a verdadeira dimensão das ambições nucleares iranianas.

Teerão anunciou, em Março, ter começado a enriquecer urânio em baixas concentrações, garantindo que o objectivo do seu programa nuclear é apenas a produção de energia. Descrente, o Conselho de Segurança estuda agora uma resposta a esta iniciativa, que viola uma resolução aprovada em Março, que exigia a suspensão das actividades nucleares iranianas até ao esclarecimento de todas as dúvidas.

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É claro que países onde as pessoas se envolvem em panos pretos e cujo deus é diferente do dos ...

João Carvalho

12.05.2006 22:32

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