Deputados franceses aprovaram plano de relançamento de 26 mil milhões de euros

14.01.2009 - 09:27 Por Lusa
A Assembleia Nacional francesa aprovou ontem o plano de relançamento de 26 mil milhões de euros apresentado pelo Presidente Nicolas Sarkozy no início de Dezembro, apesar das objecções da oposição de esquerda.
O partido de direita no poder UMP e os seus parceiros do Novo Centro (NC) votaram a favor do texto, face à esquerda (PS, PCF, Verdes), ou seja, 316 votos contra 212.
“O nosso país tem de nos encontrar unidos face a esta crise injusta que enfrentamos com coragem”, declarou o ministro para o Relançamento, Patrick Devedjian.
O Presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou a 4 de Dezembro este plano de relançamento, que inclui nomeadamente 10,5 mil milhões de euros de investimentos públicos suplementares, um apoio à tesouraria das empresas e ajudas ao sector automóvel.
O plano visa nomeadamente “acelerar maciçamente decisões de investimento” contratadas pelo Estado, colectividades locais e grandes empresas públicas nas infra-estruturas de transporte rodoviário, ferroviário e fluvial, precisara Sarkozy. O Estado deve também acelerar o reembolso às empresas de 11,5 mil milhões de euros de receitas fiscais excedentárias.
Primeiro-ministro anuncia remodelação para breve
O deputado do UMP (União para um Movimento Popular) Michel Piron elogiou ontem um texto construído, segundo ele, não “sobre um relançamento de curto prazo” mas sobre “investimentos de grandes equipamentos, rodoviários, ferroviários, na indústria automóvel e na construção civil”.
Mas o deputado do PS François Brottes denunciou um plano em que “apenas seis mil milhões de euros dos 26 mil milhões de euros são de facto dinheiro prodigalizado pelo Estado, o resto tem a ver com contabilidade ou adiantamento de tesouraria”.
Enquanto isto, o primeiro-ministro francês, François Fillon, confirmou que nos próximos dias fará uma remodelação do Governo.
Em declarações à cadeia de televisão Canal Plus, Fillon lembrou que a França é “o único país, dentro das grandes democracias, onde se muda o Governo várias vezes entre as eleições legislativas”.


