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Ausência de objectivos claros denunciada

Deputados britânicos criticam estratégia militar da NATO no Afeganistão

02.08.2009 - 19:17 Por PÚBLICO

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Missão na província de Helmand, onde no mês passado morreram 22 soldados britânicos Missão na província de Helmand, onde no mês passado morreram 22 soldados britânicos  (Omar Sobhani/Reuters )
A missão militar internacional no Afeganistão está longe de ter alcançado os resultados esperados, em parte devido à falta de uma estratégia coerente, baseada nas realidades do país, consideraram deputados britânicos, num relatório divulgado este domingo.

O documento crítico foi conhecido no mesmo dia em que a NATO anunciou em Cabul a morte de nove militares das forças internacionais durante o fim-de-semana: seis norte-americanos, um francês e dois de nacionalidades não especificadas.

O relatório da comissão de Negócios Estrangeiros da Câmara dos Comuns denuncia, segundo a AFP, a “falta de sensibilidade cultural” de certos militares da missão, que causaram danos “difíceis de reparar”. “O esforço internacional no Afeganistão desde 2001 produziu muito menos resultados do que o prometido, e o seu impacto foi consideravelmente diminuído pela ausência de uma visão e de uma estratégia coerente baseada nas realidades da história, da cultura e da política” do país, refere o relatório, que considera não haver objectivos claros para a missão.

Os militares britânicos, lembram os deputados, foram enviados para combater o terrorismo internacional, mas são agora solicitados para outras tarefas, incluindo o combate ao tráfico de droga. Um dos aspectos criticados é a deslocação de tropas para a província de Helmand (Sul), onde, no mês passado, morreram 22 soldados britânicos. Essa opção ficou “comprometida” pelo “planeamento irrealista ao mais alto nível, pela falta de coordenação entre os serviços de Whitehall [governo] e, de uma maneira crucial, pela incapacidade de orientar claramente os militares”.

Numa reacção, o secretário de Estado das Forças Armadas, Bill Rammell, defendeu a “estratégia coordenada” no Afeganistão, e insistiu, segundo a BBC, que os objectivos são claros e que a situação “não é apenas responsabilidade” do seu país “ou do governo do Reino Unido”. “A dimensão da insurreição na província de Helmand é maior do que o esperado, e estamos a responder-lhe”, disse também.

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NATO

Se não fosse a existência de petróleo na zona, esta gente estaria lá? E o terrorismo não será ...

Anónimo

03.08.2009 18:09