A maioria do Partido Democrata no Congresso norte-americano pediu ao Presidente George W.Bush para não cometer o erro de enviar mais nove mil soldados para reforçar o contingente de 140 mil homens estacionado no Iraque.
Este reforço, parte da nova estratégia da Casa Branca a anunciar na próxima semana para o país, constituirá um "grave erro", na opinião de altas patentes militares citada pelo líder dos democratas no Senado (câmara alta do Congresso), Harry Reid, para as quais a solução para o Iraque será "política, e não estritamente militar".
Reid alertou para o perigo de os iraquianos nunca virem a ser capazes de se defenderem a si próprios, se forem chegando tropas estrangeiras adicionais.
Os democratas não só não querem mais efectivos no terreno, como preconizam o regresso gradual - nos próximos quatro a seis meses - dos militares destacados no Iraque. "Os soldados norte-americanos já cumpriram e as respectivas famílias fizeram um grande sacrifício, pelo que é hora de os iraquianos assumirem as suas responsabilidades", sustentou Reid.
O exército norte-americano pediu entretanto desculpa aos familiares de 275 soldados mortos ou feridos em combate às quais enviou cartas recrutando-os novamente.


