Itália

Desastre do navio Concordia foi causado por “erro humano”

16.01.2012 - 11:19 Por Agências

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 (Foto: Max Rossi/Reuters)
O presidente da empresa Costa Cruises, proprietária do Costa Concordia, admitiu nesta segunda-feira que foi um “erro” do comandante que esteve na origem do acidente. O ministro italiano do Ambiente admitiu que há “um risco muito elevado” de desastre ambiental.

“É preciso conhecer os factos e não podemos negar aqui o erro humano”, disse Pier Luigi Foschi aos repórteres numa conferência de imprensa que decorreu nesta segunda-feira em Génova. O presidente da empresa Costa Cruises admitiu ainda que as acções do comandante foram contrárias às regras da empresa, uma vez que foi efectuada “uma manobra não aprovada e não autorizada” que provocou um rombo no casco e levou à morte de pelo menos seis pessoas. Há ainda 29 pessoas desaparecidas - quatro membros da tripulação e 25 passageiros, segundo o comandante da guarda costeira, Marco Brusco, citado pela AFP.

O comandante, o italiano Francesco Schettino (que foi detido e pode ser acusado de homicídio involuntário), não teve autorização para tomar as decisões que tomou, adiantou Foschi. O presidente da Costa Cruises disse, citado pela Reuters, que os navios da companhia têm rotas programadas e que soam alarmes quando há desvios. “A rota foi introduzida correctamente [no sistema de navegação]. O navio saiu de rota apenas devido a uma manobra do comandante. Temos que admitir os factos e não podemos negar que houve erro humano”, disse.

Foschi não indicou se as suas conclusões se baseiam em testemunhos de outros responsáveis pelo navio ou são já dados da análise da “caixa negra”, o Voice Data Record, que grava as conversas no posto de comando e regista a prestação dos equipamentos.

De acordo com o “La Repubblica”, o capitão terá decidido passar tão perto da costa a pedido do chefe de sala, cuja família vive na ilha e que tinha muito interesse em ver o navio mais de perto.

A imprensa italiana chega mesmo a escrever que a irmã do chefe de sala, Patrizia Tivoli, enviou uma mensagem por Facebook aos seus amigos da ilha de Giglio pouco antes de o navio se acercar: “Dentro de pouco tempo passará perto o navio Concordia.”

Alguns minutos mais tarde o barco acercou-se tanto da ilha que encalhou e tombou, na noite de sexta-feira.

Mas este tipo de favores não era, segundo os media italianos, algo incomum. Em Agosto do ano passado o presidente da câmara da ilha, Sergio Ortelli, tinha agradecido publicamente ao Costa Concordia este ter passado perto da ilha, que por aqueles dias estava cheio de turistas.

Ontem, porém, Ortelli justificou-se dizendo que jamais tinha passado tão perto.

A hipótese mais provável é que o capitão Francesco Schettino, de 52 anos e 30 de experiência, se tenha demasiado da costa para cumprir um ritual de cortesia que acabou por lhe fugir ao controlo.

Após uma pausa de pouco mais de três horas, as operações de busca e salvamento ao cruzeiro Costa Concordia foram retomadas nesta segunda-feira à tarde, graças a uma melhoria nas condições atmosféricas, anunciou à AFP um porta-voz dos bombeiros.

“Retomámos as operações depois de termos verificado que o navio está estabilizado”, declarou Luca Cari, sublinhando que o vento amainou, que já não chove e que o mar está menos agitado.

As operações de busca tinham sido suspensas por volta das 11h00 (hora portuguesa) depois de o navio ter resvalado. A embarcação está apoiada em três pontos de rocha que se erguem mesmo junto a uma falha de mais de 70 metros de profundidade.

Ameaça ambiental

Paralelamente, o ministro italiano do Ambiente, Corrado Clini, admitiu hoje que o naufrágio do Costa Concordia comporta um “risco muito elevado” para o ambiente da ilha de Giglio e que é necessária uma “intervenção urgente”.

“O objectivo é evitar que o combustível saia do navio: estamos a trabalhar nisso”, declarou o ministro aos jornalistas a partir de Roma, após o naufrágio que provocou seis mortos e uma quinzena de desaparecidos.

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Passageiro Misterio

Cá para mim um dos passageiros que viajava no cruzeiro era o nosso ex- Primeiro Ministro. Josezito ...

Anónimo

17.01.2012 00:06

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