Os resultados preliminares do referendo na Croácia para decidir eventual adesão à União Europeia deram vitória ao "sim" por 67%, quando estavam contados cerca de 38% dos boletins de votos. O tratado de adesão que a Croácia assinou em Dezembro terá de ser ratificado pelos 27 Estados-membros para que o país venha a integrar a UE em Julho de 2013, vinte anos após a independência da ex-Jugoslávia.
As sondagens divulgadas antes da votação apontavam para uma resposta positiva dos croatas, com o “sim” a recolher entre 55 % e 60 % das intenções de voto, muito à frente do “não” que contava com apenas 30% – sendo necessária apenas uma maioria simples para formalizar a aprovação dentro do país.
Com uma resposta positiva no referendo, que seguia com uma taxa de participação a rondar os 11,4 % quatro horas após o início da votação, fica aberta a porta à entrada do país na União Europeia já no próximo ano – de acordo com os termos do tratado de adesão assinado em Dezembro passado –, e sendo então o último passo formal a ratificação dessa integração por todos os 27 membros da União Europeia.
Os responsáveis políticos croatas – com uma posição pró-europeia em todas as facções – repetiram ao longo deste últimos dias que o voto a favor da adesão constitui “a decisão mais importante” para a Croácia, que há não muito tempo viveu uma guerra brutal (1991-95) contra os sérvios, saldada em mais de 20 mil mortos.
“É um dia muito importante para a Croácia. E estou muito feliz porque daqui em diante a Europa será a minha casa”, regozijou-se esta manhã o Presidente croata, Ivo Josipovic, após ter votado, em Zagreb.
O grande entusiasmo da Croácia na integração na União Europeia, que subia aos mais de 80% em 2003, esmoreceu durante as negociações do país com os 27, que se arrastaram nos últimos seis anos, devido aos critérios muito exigentes postos na mesa por Bruxelas – no que para os croatas foi amiúde interpretado como uma “chantagem”.
Segundo os analistas esta tendência de menor entusiasmo deve-se porém sobretudo à actual crise económica que varre a Europa e lança receios na Croácia do que poderá ser o futuro da jovem república na União Europeia.
Notícia actualizada às 19h35



