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Durão Barroso exige sobe tom das críticas

Crise do gás: Bruxelas ameaça Rússia e Ucrânia com processos judiciais

14.01.2009 - 16:13 Por AFP, PÚBLICO

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Durão Barroso diz que os dois países podem deixar de ser "parceiros fiáveis" no abastecimento energético Durão Barroso diz que os dois países podem deixar de ser "parceiros fiáveis" no abastecimento energético (Vincent Kessler/Reuters)
A Comissão Europeia ameaçou hoje desencadear processos judiciais contra a Rússia e a Ucrânia se não for retomado rapidamente o abastecimento de gás aos Estados-membros, sublinhando que os dois países não podem continuar a desculpar-se com problemas técnicos.

“Quero enviar uma mensagem clara a Moscovo e a Kiev: Se o acordo com a UE não for honrado de forma urgente, a Comissão aconselhará as companhias europeias a enviar o assunto para a justiça e pedirá aos Estados-membros que desencadeiem uma acção concertada para encontrar meios alternativos de abastecimento energético”, avisou Durão Barroso, durante uma intervenção no Parlamento Europeu, muito aplaudida pelos presentes.

Dois dias depois de Moscovo e Kiev terem assinado um acordo que permitiria o reabastecimento de gás à Europa, o combustível russo continua a não chegar às torneiras dos países importadores. A Gazprom, monopólio estatal russo para o sector, acusa a Ucrânia de estar a bloquear a passagem do gás e o Governo ucraniano (em conflito com Moscovo por causa dos preços a pagar pelas suas próprias importações) diz que a empresa russa não está a injectar nos gasodutos do país quantidades suficientes de combustível para garantir o seu transporte.

O presidente do executivo europeu diz, porém, que “há um facto objectivo” que nenhuma das partes pode desmentir: “a Rússia e a Ucrânia mostram que são incapazes de respeitar os compromissos assumidos com alguns dos Estados-membros” da UE. “A Gazprom e a Naftogaz [empresa estatal ucraniana responsável pelos gasodutos que ligam a Rússia aos clientes europeus] são incapazes de cumprir as suas obrigações com os clientes europeus”, lamentou Durão Barroso, classificando a actual situação de “inaceitável” e “inacreditável”.

O responsável europeu acrescenta que, “se até agora era possível, em certa medida, alegar problemas técnicos” para não reiniciar o abastecimento, que esteve cortado durante quase uma semana, “isso deixou de ser possível”. A falta de “vontade política em honrar o acordo” por parte da Rússia e da Ucrânia levará “a que não possamos mais considerá-los como parceiros fiáveis para o abastecimento de energia”, acrescentou.

Até ao momento, apenas a empresa de distribuição de gás húngara Emfesz anunciou hoje que vai apresentar queixa contra a congénere ucraniana, a quem responsabiliza pelo corte no abastecimento, alegando ter registado prejuízos de 30 milhões de dólares.

Por falta de acordo quanto ao preço que a Ucrânia teria de pagar este ano por cada tonelada cúbica de gás, a Gazprom cortou o abastecimento de gás ao país no dia 1 de Janeiro. Em consequência disto, a Ucrânia começou a bloquear parte do gás que se destinava à Europa, o que levou a Gazprom a interromper na totalidade as exportações através dos gasodutos ucranianos.

Desde então, Bruxelas têm feito pressão junto de Moscovo e Kiev para solucionar o diferendo que está a afectar gravemente países como a Bulgária ou a Eslováquia, dependentes quase na íntegra do gás russo canalizado através dos gasodutos ucranianos.

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O

Os comentadores sabem todos que a Ucrânia está a "roubar" o gás... nem os Russos o afirmam, só ...

14.01.2009 18:52

X

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