As tensões diplomáticas entre a China e o Japão voltaram a reacender-se, depois de um mês de relativa acalmia, na sequência da visita do primeiro-ministro japonês, Junichiro Koizumi, ao santuário Yasukuni, que guarda os restos de 14 criminosos de guerra japoneses da Segunda Guerra Mundial. Em reacção a esta visita, a vice-primeira-ministra chinesa, Wu Yi, cancelou uma reunião com Koizumi.
O porta-voz do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, Kong Quan, confirmou que as recentes declarações de Koizumi e de outros líderes japoneses sobre as visitas a Yasukuni são a causa do polémico e repentino cancelamento, ontem, da reunião entre o primeiro-ministro japonês e Wu Yi.
Kong Quan confirmou também que o cancelamento da reunião está relacionado com as visitas ao santuário, embora um comunicado do ministério tenha assegurado ontem que o adiamento ficou a dever-se a "assuntos urgentes" que a vice-primeira-ministra tinha para tratar em Pequim.
"É lamentável que durante a visita da vice-primeira ministra, Wu Yi, vários líderes japoneses tenham feito comentários favoráveis às visitas a Yasukuni. Este facto perturba as relações entre os dois países", afirmou o porta-voz dos Negócios Estrangeiros, Kong Quan.


