Marinha diz que esteve 13 minutos debaixo de fogo antes de retaliar

Coreia do Sul reforça presença militar nas ilhas na zona marítima de fronteira

25.11.2010 - 09:05 Por Dulce Furtado, com agências

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Soldados do sul guardam entrada para uma base Soldados do sul guardam entrada para uma base (Lee Jae-Won/REUTERS)
A Coreia do Sul revelou que vai aumentar significativamente a presença militar nas cinco ilhas do seu território que ficam na zona marítima de fronteira com a Coreia do Norte, depois do ataque de artilharia feito por Pyongyang há dois dias que causou quatro mortos.

O Governo de Seul anunciou também hoje que vai rever a sua política de uso da força, face a uma barragem de críticas internas de que se tornou “demasiado passivo” perante as constantes “provocações” da desavinda vizinha a norte.

A Marinha sul-coreana tentava hoje, de resto, defender a decisão tomada na terça-feira, quando as suas forças se mantiveram em guarda sob uma “chuva de fogo” durante 13 minutos antes de retaliar às centenas de obuses disparados pela Coreia do Norte sobre a pequena ilha de Yeonpyeong, situada a apenas três quilómetros da disputada Linha de Demarcação do Norte, no Mar Amarelo, sobre cuja exacta localização Seul e Pyongyang não se entendem.

Deputados da oposição e até alguns que pertencem ao partido do Presidente, Lee Myung-bak, acusaram as forças militares de terem agido de forma demasiado fraca e de terem demorado tempo demais a responder. Dois marinheiros e dois civis morreram no ataque norte-coreano, e dezenas de casas na ilha ficaram destruídas.

Um dos responsáveis da Marinha, o tenente-general Joo Jong-hwa, esta manhã em visita a Yeonpyeong, sustentou que a demora foi de 13 minutos, durante a qual "os soldados não fugiram". "E debaixo daquela chuva de fogo puseram o alvo em mira e começaram a disparar, o que nunca acontecera antes. Eles comportaram-se muito bem”, avaliou.

O regime de Pyongyang sustenta, por seu lado, que estava a responder a tiros feitos pela Coreia do Sul nas suas águas territoriais, depois de ter já feito um aviso, por via telefónica, para Seul não avançar com um exercício naval e aéreo naquela zona nessa manhã. E avisou, entretanto, que tomará mais acções bélicas caso a Coreia do Sul opte por prosseguir no que descreveu como “um rumo de provocação militar", é relatado pela agência noticiosa oficial norte-coreana KCNA.

China preocupada com os exercícios navais com os Estados Unidos
O ministro dos Negócios Estrangeiros sul-coreano frisou já hoje que os exercícios navais conjuntos com os Estados Unidos, marcados para a região no final deste mês, constituem “uma mensagem clara” para a Coreia do Norte.

“Em conversa telefónica com a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, concordámos ambos que esta é uma mensagem clara para o Norte em relação à situação recente”, é relatado por porta-voz do ministério, citado pelas agências noticiosas. Condenando veementemente o “ataque da Coreia do Norte”, a Casa Branca deixara preto no branco, logo na terça-feira, que está “empenhada na defesa da aliada Coreia do Sul e da manutenção da paz e estabilidade regional”.

A China expressou hoje extrema “preocupação” em relação a estes exercícios conjuntos da Coreia do Sul e Estados Unidos, relevando também estar a manter contactos estreitos com Washington sobre esta crise na região. Na sua conferência de imprensa regular, porta-voz do Ministério chinês dos Negócios Estrangeiros, Hong Lei, não criticou os planeados exercícios, antes se limitou a dizer que Pequim está “preocupada”.

Hong Lei, sob uma barragem de perguntas dos jornalistas, evitou a todo o custo responsabilizar exclusivamente o regime de Pyongyang pela troca de tiros de artilharia com a Coreia do Sul. “Notámos que há duas perspectivas diferentes do incidente”, observou.

Notícia actualizada às 11h00

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Cegos ou ignorantes

Eu acho fabuloso a tolerância e sentido humanitário de alguns Marcelos que aqui andam , ...

max

25.11.2010 16:17

X

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