Coreia do Norte vai ser governada por Kim Jong-un, um tio e um militar

21.12.2011 - 16:34 Por Reuters
A Coreia do Norte vai passar a ser governada colectivamente, após a morte do ditador Kim Jong-il, embora o seu filho Kim Jong-un permaneça como a figura de proa do regime, diz a agência Reuters, citando fontes próximas do poder em Pyongyang e Pequim.
Os militares, empenhados em desenvolver um arsenal nuclear, prestaram juramento de fidelidade ao herdeiro da dinastia política que governa a Coreia do Norte desde 1948. A liderança colectiva - um triunvirato - incluirá Kim Jong-un, de 29 anos e com fraca experiência política, bem como o seu tio, Jang Song-thaek, de 65 anos, que é na verdade cunhado de Kim Jong-il, e o um marechal, Ri Yong-ho, a estrela ascendente do exército norte-coreano, diz a Reuters. Estes homens são vistos como o verdadeiro poder por trás do trono em Pyongyang.
A agência noticiosa britânica já previu de forma correcta outros acontecimentos no passado – como os ensaios nucleares de 2006 – mas não avança com a identificação da fontes.
Kim Jong-un tem os seus próprios apoiantes na estrutura de poder norte-coreana, mas não em número suficiente para consolidar o poder, governando como um líder autoritário e todo-poderoso, como o seu avô ou o seu pai. Este cenário de uma liderança partilhada corresponde, aliás, a um dos possíveis caminhos para a transição de poder no país desenhados pelos analistas.
Ralph Cossa, especialista na Coreia do Norte e presidente do “think tank” Pacific Forum CSIS, disse à Reuters que é legítimo esperar que esta liderança colectiva se mantenha unida. “Todos têm interesse na sobrevivência do regime. A sua segurança pessoal e sobrevivência está ligada de forma indissolúvel à sobrevivência e Kim Jong-un é a manifestação disto. Acho que o regime se manterá estável no curto prazo.”
Notícia corrigida às19h15: só um dos membros do triunvirato é tio de Kim Jong-un

