A Coreia do Norte disse hoje estar pronta a assinar um tratado de paz formal com os Estados Unidos, no mesmo dia em que pediu desculpas à Coreia do Sul pelas inundações provocadas pela abertura de uma barragem no seu território que causaram a morte a seis sul-coreanos em Setembro.
“Um tratado de paz deve ser assinado entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos se queremos resolver a questão nuclear na península [coreana]", escreve o diário oficial "Rodong Sinmun", citado pela agência norte-coreana KCNA.
O acordo, que já tinha sido defendido anteriormente por Pyongyang, é “uma das formas mais razoáveis e práticas” de desnuclearizar a península coreana, sublinha o diário.
A península coreana permanece tecnicamente em estado de guerra, uma vez que foi apenas assinado um armistício, e não um tratado de paz, na sequência da Guerra da Coreia, entre 1950 e 1953.
Este apelo surge num momento em que Pyongyang volta a dar sinais ténues de abertura, no complexo processo negocial que se agravou nos primeiros meses do ano, com o lançamento de um míssil potencialmente capaz de alcançar território norte-americano e com o segundo ensaio de uma bomba nuclear norte-coreana.
Hoje, a Coreia do Norte pediu desculpas aos sul-coreanos pela descarga de águas de uma barragem, avaliada em 40 milhões de metros cúbicos, num rio fronteiriço, que causou a mote a seis pessoas na Coreia do Sul.
Seul acusou Pyongyang de ter provocado deliberadamente as inundações em território sul-coreano.
Segundo um responsável do ministério sul-coreano da Integração, citado pela agência de notícias Yonhap, “O Norte pediu desculpas e exprimiu as suas profundas condolências” às famílias das vítimas.
Este pedido de desculpas precedeu uma reunião, hoje, entre delegações dos dois países, para a qual estava agendada a questão da reunião das famílias separadas pela guerra de 1950-1953.


