Organização afirma que não promoverá mais o evento

Controvérsia sobre se o recinto da Love Parade estaria ou não superlotado

25.07.2010 - 13:02 Por PÚBLICO

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Cerca de 1,4 milhões estariam no festival Cerca de 1,4 milhões estariam no festival (Kirsten Neumann/Reuters)
Rebentou na Alemanha uma profunda polémica sobre se o recinto do festival Love Parade, onde uma onda de pânico terminou com a morte de pelo menos 19 pessoas, estaria ou não superlotado.

Segundo a estação televisiva Westdeutscher Rundfunk (WDR) havia 1,4 milhões de pessoas ali concentradas, quando o espaço só estava preparado para receber meio milhão. Mas as autoridades tentaram a todo o custo rebater esta versão, afirmando pelo contrário que nem sequer se chegara à capacidade prevista.

Pelo menos 19 pessoas morreram e 342 ficaram feridas devido a uma avalancha verificada por um ataque de pânico colectivo num dos túneis de acesso à antiga estação de comboios de mercadorias de Duisburgo, perto de Dusseldorf, onde decorria o festival de música.

Dezasseis pessoas morreram logo no local e outras três algumas horas depois, já no hospital, na sequência dos ferimentos sofridos. Para além disso, houve 10 participantes que desmaiaram e tiveram de ser reanimados pelos serviços de emergência, segundo explicou o chefe da polícia, Ralf Klauck.

Helicópteros de resgate aterraram numa auto-estrada próxima, a fim de prestar socorro a quem mais necessitava.

De acordo com a WDR, o cenário principal do evento estava delimitado por barreiras metálicas, para que não entrassem mais de meio milhão de participantes. Meia-hora antes do desastre, algumas pessoas telefonaram à polícia a dizer que a situação se tornara insustentável e que “poderia haver uma tragédia”, como de facto acabou por acontecer.

“Eu estava no meio de toda aquela gente e a pressão dos que queriam entrar aumentava sem cessar”, contou Fábio, um dos participantes na festa, citado hoje pelo jornal espanhol "El Mundo".

Só depois do acidente é que a organização abriu as saídas de emergência do descampado. Mas era já demasiado tarde.

Uma testemunha ocular afirmou ao canal noticioso alemão N-tv que o túnel de acesso ao recinto funcionou como uma “ratoeira”: "Havia por toda a parte pessoas caídas por terra. É assim que imagino uma guerra”. Segundo ele, a multidão que avançava espezinhava quem já estava caído, num “verdadeiro pânico de massas”.

O terreno “podia acolher até 300.000 pessoas e não se encontrava cheio”, disse já hoje, em conferência de imprensa, Wolfgang Rabe, chefe da célula de crise do município de Duisburgo. “O único número de que estamos certos” é o das chegadas por comboio à estação de Duisburgo, entre as 09h00 e as 14h00 locais. Ou seja, 105.000 passageiros.

Tanto Rabe como o chefe da polícia, Detlef von Schmeling, e o burgomestre, Adolf Sauerland, da CDU, da chanceler Ângela Merkel, se recusaram a fornecer pormenores sobre as causas prováveis do sinistro, preferindo dizer que se deve aguardar pelos resultados do inquérito que foi aberto.

O organizador das Love Parade destes últimos anos, Rainer Schaller, não vai esperar por inquéritos e anunciou desde já que não haverá mais novas edições desta festa anual de música electrónica, iniciada em 1989 na cidade de Berlim.

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, enviou as suas condolências por esta tragédia.

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Sua Santidade Joäo dos Santos

intitula-me de ridiculo,invejoso e mesquinho!Claro que nös os portugas temos uma ...

Saldanha

26.07.2010 07:49

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