O político conservador e antigo líder dos Guardas da Revolução, Mohsen Rezai, anunciou na quarta-feira que iria entrar na corrida presidencial. A nova candidatura poderá causar uma nova divisão entre os conservadores do país, nota o "New York Times".
Rezai tinha tentado unir políticos conservadores em torno de um candidato para competir com o também conservador Mahmoud Ahmadinejad, acusando o actual Presidente de má gestão da economia do país.
Mas entretanto decidiu concorrer ele próprio.
Rezai, que tinha sido chefe dos Guardas da Revolução (que não só são a força militar de elite como controlam empresas que têm sido escolhidas para grandes negócios no Irão, como a construção do metro de Teerão ou o novo aeroporto, e têm grande envolvimento noutras empresas, desde as telecomunicações a farmacêutica) de 1981 a 1997, tinha-se já apresentado como candidato nas eleições de 2005 mas acabou por se retirar da corrida.
A sua candidatura mostra uma cisão no campo conservador e a aparente mudança de posição de uma facção que antes tinha apoiado Ahmadinejad. O Presidente espera ter grande parte dos votos dos pobres e dos Guardas da Revolução, e poderá perder bastantes votos entre os guardas para Rezai que, fora isso, não é considerado um candidato especialmente forte.
O campo conservador não é o único que está dividido. Os políticos a favor de mais abertura política e social e laços melhores com o Ocidente não conseguiram unir-se em torno de um só candidato. Estão divididos entre um antigo primeiro-ministro, Hossein Mousavi, e um antigo speaker do Parlamento, Mehdi Karroubi.


