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Críticas a Israel

Conselho Português para a Paz exige que Governo e UE condenem ataques israelitas

30.12.2008 - 16:53 Por Lusa

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Os bombardeamentos israelitas fizeram até ao momento pelo menos 360 mortos Os bombardeamentos israelitas fizeram até ao momento pelo menos 360 mortos (Mohammed Salem/Reuters)
O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) exigiu hoje que Portugal e a União Europeia condenem os ataques de Israel a Gaza e pediu a implementação de políticas internacionais que ponham fim ao "desumano" bloqueio ao território.

"O CPPC exige que o Governo português e a União Europeia condenem com vigor estes ataques e tomem todas as medidas ao seu alcance para que Israel ponha cobro de imediato a este criminoso massacre e ao desumano bloqueio à Faixa de Gaza e ainda às anunciadas intenções de avanço militar por terra", declarou hoje o representante do CPPC, Rui Rosa, numa conferência de imprensa sobre o conflito na Faixa de Gaza.

"Estes ataques são um exemplo particularmente cruel da política de terrorismo de Estado que Israel pratica há várias décadas contra o povo da Palestina e o seu direito a constituir-se como Estado soberano", afirmou Rui Rosa, que lembrou que os recentes ataques israelitas, que tiveram início no passado fim-de-semana, já provocaram mais de 300 mortos e 1500 feridos.

O representante do CPPC criticou ainda a União Europeia por tomar partido de forma "unilateral, não de maneira concertada", referindo-se às declarações de Angela Merkel. "Ainda ontem a chanceler alemã se pronunciou sobre essa matéria, responsabilizando directamente uma das partes, o Hamas, pelo agravamento do conflito", disse Rui Rosa.

"Posso admitir que o ministro português dos Negócios Estrangeiros [Luís Amado] tivesse a intenção de contribuir com uma posição mais equilibrada sobre a situação que se vive no Médio Oriente. O facto é que a chanceler da principal potência política e económica europeia [Alemanha] se antecipou a dar o tom do que previsivelmente vai ser uma decisão da União Europeia", acrescentou.

A CGTP, também representada na conferência de imprensa, fez as mesmas exigências e apelidou a situação no Médio Oriente de "bárbara ofensiva". "A CGTP exige que o Governo português e a União Europeia (UE) repudiem sem rodeios esta bárbara ofensiva e também que Telavive termine de imediato com o massacre e ponha fim ao cruel bloqueio de Gaza", declarou o representante da central sindical, João Torrado.

Igualmente presente na conferência de imprensa, um representante do Tribunal Mundial do Iraque, Manuel Raposo, acusou Israel de ser um Estado racista e colonialista e afirmou que na base das acções israelitas estão o "imperialismo norte-americano e europeu" e a riqueza em petróleo do Médio Oriente.

"[Israel] é um Estado que pratica o racismo, o apartheid, é colonialista, ocupa territórios que não são seus, viola sistematicamente as decisões da ONU que não lhe convém, é uma potência nuclear ilegal. É a partir daqui que os seus actos devem ser julgados, é a partir deste palmarés. Israel tornou-se o braço armado do imperialismo norte-americano e europeu no Médio Oriente, porque sabemos todos a riqueza em petróleo do Médio Oriente", disse Manuel Raposo.

Israel lançou sábado, uma ofensiva aérea contra a Faixa de Gaza, em resposta aos ataques com 'rockets' lançados daquele território contra localidades israelitas pelo Hamas. As forças israelitas estão também preparadas para uma eventual intervenção terrestre tendo já concentrado homens e equipamento junto à Faixa de Gaza.

Os bombardeamentos israelitas fizeram até ao momento pelo menos 360 mortos, dezenas deles civis, e cerca de 1700 feridos, segundo fontes hospitalares palestinianas.

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Vai o quê?

O governo vai condenar o quê? O dinheiro da Casa Rothschild é muita bom. O governo vai é tocar a ...

Anónimo

30.12.2008 18:26