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Por um período de 12 meses

Conselho de Segurança prolonga mandato da missão da ONU em Timor-Leste

12.05.2006 - 20:10 Por Lusa

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Até 19 de Junho, o organismo vai avaliar a necessidade do envio de uma força internacional para Timor Até 19 de Junho, o organismo vai avaliar a necessidade do envio de uma força internacional para Timor (António Dasiparu/Lusa)
O Conselho de Segurança da ONU aprovou hoje o prolongamento por um mês da actual missão em Timor-Leste (Unotil), cujo mandato terminava no próximo dia 19. Durante esse período, será analisado o pedido de Díli para o envio de uma força internacional de polícia para o país.

Numa resolução aprovada por unanimidade, os 15 membros do Conselho de Segurança manifestaram a sua preocupação com os incidentes de 28 e 29 de Abril, em que morreram cinco pessoas e dezenas ficaram feridas.

Os confrontos foram o culminar de semanas de protestos por parte de um grupo de 600 de militares, dispensados das Forças Armadas por exigirem o fim das alegadas discriminações da hierarquia.

A resolução pede ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que apresente, até 6 de Junho, um novo relatório sobre a situação no país e sobre qual deve ser o papel das Nações Unidas.

O texto apela ainda ao Governo de Timor-Leste para que resolva, com a assistência da Unotil, as causas da actual crise, de forma a evitar a sua repetição.

A resolução hoje aprovada foi proposta pelos EUA como alternativa a uma recomendação do secretário-geral, Kofi Annan, que previa a substituição da actual missão por uma nova representação, com um mandato de 12 meses, que incluísse uma unidade de apoio eleitoral e observadores policiais e militares.

A proposta de Annan tinha o apoio dos restantes quatro membros permanentes do Conselho de Segurança, mas os EUA alegaram que a aprovação de uma nova missão não seria "oportuna" à luz da situação de instabilidade em Timor-Leste.

"Este prolongamento por um mês dará tempo suficiente para a situação se acalmar em Timor-Leste e permitirá aos membros do Conselho de Segurança ter uma ideia melhor do que será necessário para uma nova missão e discutir os melhores meios para a formar", explicou o conselheiro político da missão dos EUA na ONU, William Brencick.

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