O Conselho de Segurança da ONU aprovou hoje o prolongamento por um mês da actual missão em Timor-Leste (Unotil), cujo mandato terminava no próximo dia 19. Durante esse período, será analisado o pedido de Díli para o envio de uma força internacional de polícia para o país.
Numa resolução aprovada por unanimidade, os 15 membros do Conselho de Segurança manifestaram a sua preocupação com os incidentes de 28 e 29 de Abril, em que morreram cinco pessoas e dezenas ficaram feridas.
Os confrontos foram o culminar de semanas de protestos por parte de um grupo de 600 de militares, dispensados das Forças Armadas por exigirem o fim das alegadas discriminações da hierarquia.
A resolução pede ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que apresente, até 6 de Junho, um novo relatório sobre a situação no país e sobre qual deve ser o papel das Nações Unidas.
O texto apela ainda ao Governo de Timor-Leste para que resolva, com a assistência da Unotil, as causas da actual crise, de forma a evitar a sua repetição.
A resolução hoje aprovada foi proposta pelos EUA como alternativa a uma recomendação do secretário-geral, Kofi Annan, que previa a substituição da actual missão por uma nova representação, com um mandato de 12 meses, que incluísse uma unidade de apoio eleitoral e observadores policiais e militares.
A proposta de Annan tinha o apoio dos restantes quatro membros permanentes do Conselho de Segurança, mas os EUA alegaram que a aprovação de uma nova missão não seria "oportuna" à luz da situação de instabilidade em Timor-Leste.
"Este prolongamento por um mês dará tempo suficiente para a situação se acalmar em Timor-Leste e permitirá aos membros do Conselho de Segurança ter uma ideia melhor do que será necessário para uma nova missão e discutir os melhores meios para a formar", explicou o conselheiro político da missão dos EUA na ONU, William Brencick.


