Anthony Weiner, o congressista norte-americano que recentemente se viu envolvido num escândalo sexual, vai demitir-se nesta quinta-feira, noticia o “The New York Times”.
De acordo com o jornal norte-americano, Weiner confessou a amigos que irá apresentar a sua demissão em Brooklyn, pelas 14h00 (19h00 GMT).
Também para esta quinta-feira está marcada uma reunião dos líderes democratas com o intuito de discutir se o político, de 46 anos, deve ou não manter todas as suas funções ou se deverão ser-lhe retiradas certas responsabilidades.
A pressão para que Weiner se demita tem aumentado na última semana com o apelo de três importantes líderes democráticos - Nancy Pelosi, Debbie Wasserman, e Steve Israel – à demissão e com o próprio Presidente dos EUA a declarar que se demitiria se estivesse na situação do político.
Anthony Weiner terá transmitido aos seus conselheiros na quarta-feira à noite, em conversa telefónica, que não lhe parecia justo para os seus apoiantes e colegas que se mantivesse em funções e mais tarde, depois de conversas com a sua mulher, Huma Abedin, assessora de Hillary Clinton, terá concluído que a decisão mais acertada seria a demissão.
Na semana passada, o congressista democrata admitiu ser o autor de uma fotografia obscena recebida por uma estudante na sua conta de Twitter. “Assumo a plena responsabilidade pelas minhas acções”, declarou o congressista democrata, que reconheceu ter mantido “várias relações inapropriadas” através do Facebook e de outras redes sociais com um total de seis mulheres.
Wiener, que inicialmente negara veemente a autoria da fotografia, anunciou dias depois que iria tirar uma licença temporária da Câmara de Representantes e fazer um tratamento profissional para se tornar “um marido melhor e uma pessoa mais saudável”.
Na passada quarta-feira, uma antiga actriz porno, Ginger Lee, revelou ter mantido conversas na Internet com Weiner e que este, quando o escandâlo rebentou, lhe terá pedido para mentir sobre a relação.
A representante da actriz afirmou que o congressista e a sua cliente chegaram a trocar uma centena de e-mails desde Março.
Na altura em que rebentou o escandâlo, o congressista democrata assegurou que não se iria demitir já que o seu pecado era "pessoal".



